Bloqueio ao WhatsApp no Brasil congestiona o concorrente Telegram

RIO – A decisão de um juiz de bloquear o WhatsApp no Brasil por 72 horas levou a uma corrida em busca de alternativas para não ter de recorrer aos SMS ou à boa e velha ligação telefônica. E, assim como no último bloqueio ao aplicativo, o Telegram — ainda pouco conhecido por aqui — foi o escolhido por muitos brasileiros. Tamanha migração de usuários chegou a congestionar o app.

No Twitter, a equipe do Telegram avisou, inicialmente, que o envio de códigos de verificação no Brasil estava atrasado em função da sobrecarga no sistema de SMS. “Eles estão trabalhando nisso (a sobrecarga). Por favor, espere, os códigos virão!”, conclui a mensagem.

Em seguida, uma postagem desanimadora para quem tentava uma alternativa ao WhatsApp: “Desculpe, Brasil! Suas redes móveis não conseguem processar tantas SMS de verificação, enquanto as estamos enviando. Mais de um milhão de usuários se cadastraram, mais estão esperando”.

O Telegram é muito parecido com o WhatsApp: permite conversas privadas ou em grupo, tem emojis, envio de vídeo, áudio, imagens. E, assim como no rival bloqueado, a conta é atrelada ao número do celular. Em comum eles têm, ainda, a versão web, para ser usada em computadores.

Mas há diferenças: o “novato” não tem serviço de ligações pela internet. Por outro lado, o Telegram permite o envio de gifs e de stickers — uma espécie de figurinhas que são baixadas para o aplicativo e que vão de personagens da saga Star Wars a cachorrinhos, passando por presidentes americanos e até o terrorista Osama Bin Laden.

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