Arrecadação cai 6,71% em janeiro e atinge pior patamar desde 2011

BRASÍLIA – A arrecadação de tributos e contribuições federais iniciou 2016 em queda livre e atingiu, em janeiro, R$ 129,4 bilhões, o pior resultado para o mês desde 2011. Isso significa uma queda real (já descontada a inflação) de 6,71% em relação ao resultado de 2015, segundo relatório divulgado nesta quinta-feira pela Receita Federal. A queda foi puxada, sobretudo, por um forte recuo nas receitas não administradas pelo Fisco, como royalties e concessões, que decresceram 39,75%.

O mau desempenho da arrecadação acontece a despeito do aumento de impostos sobre bebidas frias e sobre remessas ao exterior e da reoneração da folha de salário, que começaram a valer este ano. Ainda deve começar a vigorar em 2016 a alta de tributos sobre chocolates, sorvete e cigarros, que obedecem uma noventena.

A Receita atribui a frustração na arrecadação ao fraco desempenho da economia. Com a atividade baixa, a tributação sobre o lucro das empresas cai. O total recolhido com o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), por exemplo, caiu 33,6% em relação a janeiro de 2015, a maior queda. O imposto de importação caiu 21% e PIS/Cofins teve recuo de 3,79%. O Imposto de Renda sobre Pessoa Jurídica (IRPJ) e a Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) tiveram queda de 3,17%.

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