Após recuo de 3,8% no PIB de 2015, Focus preve queda de 3,5% este ano

RIO – O primeira pesquisa Focus após a divulgação do recuo de 3,8% na atividade econômica do ano passado mostra uma piora de 0,05 ponto percentual na expectativa para o PIB deste ano, que deve encolher 3,5%. Foi a sétima semana seguida em que a perspectiva para o desempenho da economia neste ano piorou. Para 2017, o relatório feito pelo Banco Central (BC) com analistas do mercado financeiro manteve a taxa pela segunda semana consecutiva em 0,50%.

Já a inflação, que deu uma trégua na semana passada e foi revista para baixo pela primeira vez após oito semanas de elevações, voltou a subir e deve chegar ao fim deste ano em 7,59%. Na pesquisa anterior, a expectativa era de que o índice de preços ficasse em 7,57%. Em 2017, de acordo com o Focus, o IPCA deve ficar em 6% — a previsão está neste patamar há um mês.

Se as previsões se confirmarem, a inflação vai fechar o segundo ano seguido bem longe do centro da meta do Banco Central, que é de 4,5%, com limite de dois pontos para cima ou para baixo. Para o ano que vem, a projeção está exatamente no teto da meta, que é de 6%, já que variação aceita será de 1,5 ponto para cima ou para baixo. Na quarta-feira, o IBGE divulga o resultado do IPCA de fevereiro. Analistas esperam que a taxa fique em 1% frente ao mês anterior.

Na semana passada, os analistas consultados pelo BC esperavam que o PIB de 2016 registrasse um recuo de 3,45%. Mas após a divulgação do resultado de 2015 pelo IBGE na última quinta-feira, a previsão piorou para 3,5%. Já para o ano que vem, o mercado mantém a crença de um leve respiro, com expansão de 0,50% após dois anos seguidos de forte retração econômica.

O levantamento do BC, concluído na sexta-feira, mesmo dia em que ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi alvo da Operação Lava-Jato, reduziu a previsão para a cotação do dólar no fim deste ano, passando de R$ 4,35 para R$ 4,30. Para o ano que vem, os analistas ainda esperam que a moeda americana fique em R$ 4,40, mesmo valor há seis semanas.

Já a taxa básica de juros deve ser mantida no atual patamar de 14,25%. Há cinco semanas os analistas não alteram a perspectiva para o Selic. Para o ano que vem, a aposta nas últimas duas semanas é que os juros cheguem a dezembro em 12,50%.

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