Após BC intervir, dólar vai a R$ 3,25; Bolsa sobe pelo 5º dia

SÃO PAULO – Com menor liquidez no mercado de câmbio devido ao feriado de 4 de julho nos Estados Unidos e reagindo a mais uma intervençaõ do Banco Central no mercado, o dólar comercial está em alta frente ao real na manhã desta segunda. A moeda americana se valoriza 0,68% e é negociada a R$ 3,255. Na máxima do dia, a divisa subiu a R$ 3,256 e, na mínima, caiu a R$ 3,234. Na semana passada, o dólar comercial acumulou queda de 4,3%.

De acordo com operadores, além da falta de referência dos mercados americanos, o dólar sobe reagindo ao novo leilão de swap cambial reverso (operação que equivale a uma compra de dólares no mercado futuro) feito pelo Banco Central nesta manhã. Foram vendidos 10 mil contratos, o equivalente a R$ 500 milhões, mesma quantidade vendida na sexta-feira passada.

O presidente do BC, Ilan Goldfajn, disse em entrevista na semana passada que vai aproveitar “a janela de baixa do dólar” para reduzir o estoque de swaps do BC. Isso levou o mercado a estimar que o piso informal do dólar sinalizado pelo BC é de R$ 3,20.

“No exterior, o dólar ganha das moedas fortes e perde para as chamadas emergentes e ligadas às commodities. Internamente, deve ser mantido o viés de alta para a moeda americana, depois que o Banco Central fez mais um leilão de swap cambial reverso, sinalizando que não quer um dólar abaixo de R$ 3,20”, escreveu em relatório Guilherme França, da corretora de câmbio Correparti.

O dollar spot, que acompanha o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de dez moedas, tem leve queda de 0,01%.

Na sexta-feira, a moeda americana encerrou o pregão em alta frente ao real, refletindo a decisão do Banco Central de voltar a intervir no mercado de câmbio. A divisa americana subiu 0,59% e terminou negociada a R$ 3,23 na venda, depois de três sessões de baixa. Na máxima do dia, o dólar chegou a R$ 3,249 e na mínima recuou a R$ 3,198. No exterior, o dollar spot, que acompanha o desempenho da divisa frente a uma cesta de dez moedas, se desvalorizou 0,51%. Na semana passada, a moeda americana perdeu 4,3% de seu valor frente ao real e no ano recua 18,1%.

BOVESPA ENGATA QUINTA ALTA

Na Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, índice de referência do mercado de ações brasileiro, abriu em alta e sobe 1,13% aos 52.823 pontos. É o quinto dia consecutivo de alta da Bolsa. Entre as ações de maior peso no Ibovcespa, Vale PNA sobe 2,87% a R$ 13,62 refletindo a valorização das commodities no exterior, enquanto Petrobras PN tem alta de 2,13% a R$ 10,04. O preço do barril de petróleo sobe e voltou ao nível de US$ 50. Já entre as ações de bancos, Itaú prefrencial tem alta de 0,61% a R$ 31,10 e Bradesco PN sobe 1,01% a R$ 25,86.

— Com o feriado nos EUA e clima político mais tranquilo por aqui, os ativos de risco têm se recuperado no Brasil. No caso da Bolsa, avalio que se as notícias continuarem positivas, com menos incerteza política, o Ibovespa pode subir mais 10% em relação ao atual patamar – diz João Pedro Brugger, analista da Lema Corretora.

A maior alta é apresenta pelas ações ordinárias da CPFL Energia, que sobem 10,70% a R$ 22,76. A Camargo Corrêa recebeu e aceitou proposta da State Grid para aquisição da totalidade de sua participação vinculada ao bloco de controle da CPFL Energia, segundo a CPFL divulgou em fato relevante.

Na sexta-feira, o Ibovespa fechou com ganho de 1,37% aos 52.233 pontos e volume negociado de R$ 7,3 bilhões.

Na Europa, as principais Bolsas estão em queda no primeiro dia da semana, sem a referência dos Estados Unidos e devolvendo ganhos recentes. A bolsa alemã cai 0,47%; Paris recua 0,71% e Londres perde 0,64%. O índice eurostoxx 50, que reúne as principais ações do mercado europeu, recua 0,48%.

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, ainda refletindo a expectativa de que grandes bancos centrais possam adotar novas medidas de estímulos monetário e também devido a valorização de papéis de mineradoras e petrolíferas. A Bolsa de Tóquio subiu 0,60%, Hong Kong teve ganho de 1,27% e Xangai avançou 1,90.%.

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