A inflação pode melhorar mas o PIB pode cair ainda mais, afirmam especialistas.

Analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo Banco Central (BC) voltaram a reduzir a expectativa para a inflação deste ano. Na terceira semana seguida de queda, a taxa esperada passou de 7,43% a 7,31%. Por outro lado, o relatório Focus indicou mais uma piora para o desempenho da economia neste ano e no próximo. A previsão é de que a economia encolha 3,66% este ano — a décima queda seguida — e tenha um discreta expansão de 0,35% em 2017.

Na sexta-feira, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, disse em entrevista à NBR que acredita que as expectativas de inflação vão começar a ceder porque os indicadores estão vindo em um patamar melhor do que esperavam os especialistas. A previsão do governo no último relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas é que a inflação termine o ano em 7,44%. Barbosa, no entanto, garantiu que, se o comportamento do indicador permanecer como nas últimas semanas, é possível que o IPCA termine o ano abaixo dos 7%.

O IBGE divulgou na quarta-feira passada o Índice de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que é considerado uma prévia da inflação oficial no país. A taxa ficou em 0,43% em março, a menor para o mês desde 2012 (0,25%). Houve desaceleração frente a fevereiro, quando ficou em 1,42%, e na comparação com o 1,24% registrado em março do ano passado. Já o resultado acumulado em doze meses ficou em 9,95%, abandonando os dois dígitos — no mês anterior estava em 10,84%. Nos três primeiros meses do ano, a taxa está em 2,79%.

A taxa de IPCA prevista para o fim deste ano pelo relatório Focus para este ano ainda está bem longe do centro da meta do BC, que é de 4,5%, e acima do teto, de 6,5%. Se isso se confirmar, será o segundo ano consecutivo em que inflação ficará acima do limite estabelecido pela autarquia.

Em relação a 2017, os analistas mantiveram pela sétima semana consecutiva a expectativa em 6% há seis semanas. Caso o IPCA fica de fato neste patamar, encerrará o ano que vem exatamente no teto da meta do BC, que para o ano que vem estabeleceu uma meta de 4,5% com variação de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

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