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Sócia da Tupã Importações ligada a uma empresa envolvida na operação Maus Caminhos fez doações à campanha de Marcelo Ramos

Da redação | 28/10/2016 22:54

Manaus – O nome de uma pessoa que aparece como sócia de duas empresas, em Manaus, liga uma empresa envolvida na operação Maus Caminhos à campanha do candidato a prefeito de Manaus pelo PR, Marcelo Ramos (PR). A história começa, em 2014, quando a Tupã Importações Ltda. doou R$ 11 mil para a campanha do então candidato a governador do Amazonas, Marcelo Ramos, ainda no PSB e sem apoios de caciques políticos como o governador José Melo (PROS), o senador Omar Aziz (PSD) e o deputado federal Alfredo Nascimento (PR). Este ano, a Tupã tem um contrato de prestação de serviços na campanha de Marcelo, no valor declarado, até ontem, de R$ 40,5 mil, para ‘cessão ou locação de veículos’.

De acordo com documentos da Junta Comercial do Estado (Jucea), uma sócia da Tupã é também sócia da Sociedade Integrada Medica do Amazonas Ltda. (Simea), empresa envolvida na operação Maus Caminhos, que desarticulou uma organização criminosa especializada no desvio de R$ 112 milhões de recursos públicos do Fundo Estadual de Saúde do Amazonas, por meio do Instituto Novos Caminhos (INC).

Os indícios de irregularidades no INC, segundo a Polícia Federal (PF), surgiram após uma auditoria da Controladoria Geral da União (CGU) apontar para a suspeita de desvios na contratação das empresas Salvare, Total Saúde e Simea. No curso das investigações, ficou constado que o INC funcionava nas mesmas instalações das empresas contratadas, deixando claro que todas pertenciam ao grupo criminoso.

As investigações também demonstraram que os serviços, na prática, eram praticados com valores muito superiores aos de mercado, existindo casos de pagamentos em duplicidade e de serviços pagos que sequer foram prestados.

A sócia do Simea e também da Tupã é Vera Lucia Gomes Marques. Ela, segundo documentos da Jucea, tem metade das cotas da Tupã, em sociedade com Sérgio Roberto Gomes Marques. A empresa tem sede em Manaus e filiais em São Paulo (SP) e Tabatinga (AM). O INC recebeu, em 2014, a qualificação do Governo do Estado do Amazonas para administração da UPA Campos Sales, em Manaus, o Centro de Reabilitação em Dependência Química, em Rio Preto da Eva e a UPA 24 Horas e Maternidade Celina Villacrez Ruiz, em Tabatinga.

Sobre as doações realizadas pela empresa Tupã em 2014, o candidato Marcelo Ramos informou, por sua assessoria de imprensa, desconhecer a empresa e sua ligação com Vera Lúcia e o Simea. Segundo a assessoria do candidato nem a Tupã nem a Simea realizaram doações para a campanha deste ano. “E as contas de 2014 foram aprovadas pela Justiça Eleitoral”, informou.

O DIÁRIO tentou ouvir a empresária Vera Lúcia por meio do telefone da Tupã Importações, com os números finais 4028. Um atendente disse que a empresária estava em uma reunião e pediu que a reportagem ligasse após 40 minutos, o que foi feito, mas ninguém atendeu as ligações.

A Tupã informa, na internet, que é especializada em “prestação de serviços de fornecimento de alimentação preparada através de processo de produção e distribuição de dietas diárias, tipo refeições (Desjejum, Lanche Matinal, Almoço, Lanche Vespertino, Jantar, Ceia e Café) com ou sem Leite), para pacientes, acompanhantes de pacientes e plantonistas”, de hospitais. E tem capital social de R$ 1,2 milhão.

O endereço declarado da empresa à Jucea, em Manaus, é o Consulado da França, no Parque das Laranjeiras.

De acordo com o site da transparência do governo do Estado, em 2014, a Tupã tinha um contrato de R$ 47.493,12 com a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e recebeu, naquele ano, apenas R$ 9.691,80. Os valores deram um salto milionário. Em 2015, os contratos subiram para R$ 1.669.968,00 e a empresa recebeu exatos R$ 1.669.968,00. Este ano de 2016, a Susam já empenhou R$ 1.144.480,36 e pagou R$ 695.820,00.

Maus Caminhos

De acordo com a PF, no âmbito da operação Maus Caminhos, o dinheiro desviado da Saúde proporcionava aos alvos investigados uma vida de ostentação e possibilitava a aquisição de bens móveis e imóveis de alto padrão, como mansões, veículos importados de luxo e até mesmo um avião a jato e um helicóptero.

Alimento estragado

Em agosto de 2015, após denúncia de universitários, uma lanchonete Tupã, da empresa da Tupã,  foi interditada pela Vigilância Sanitária do Município (Visa Manaus), após apresentar irregularidades no acondicionamento de alimentos. A lanchonete funcionava nas dependências da Escola Superior de Artes e Turismo da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Mais de 15 quilos de alimentos foram apreendidos e descartados.

Matéria do Portal D24 veja o link http://new.d24am.com/noticias/politica/sociedade-liga-firma-maus-caminhos-campanha-marcelo/159703

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