Serafim Corrêa desmente boatos e se diz a favor do impeachment

Ontem (05), na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), os deputados estaduais discutiram sobre a crise política e o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O assunto dividiu os presentes. Alguns se posicionaram contra o impedimento da presidente, como José Ricardo (PT) que afirmou que o processo de impeachment é um “golpe” e o deputado Sabá Reis (PR) que é a favor do adiantamento das eleições, em caso a presidente fique impedidida. 

“Vamos fazer eleições gerais e o povo teria o direito de dizer quem fica ou não. Esse Congresso Nacional em sua maioria é envolvido em corrupção. Michel Temer e Eduardo Cunha na presidência é o fundo do poço”, afirmou Sabá Reis.

Já para o deputado Adjuto Afonso (PDT) o impeachment é uma alternativa para o Brasil sair da crise, caso quem venha assumir se comprometa a fazer mudanças políticas. “Se o impeachment vai possibilitar essa mudança sou favorável. Se tirar a presidente Dilma quem ficar tem que fazer as mudanças que o Brasil precisa e não continuar com a mesma política econômica que está gerando milhões de desempregos. Não tenho dúvidas que a mudança no governo traria de volta a credibilidade para novos investimentos”, disse Adjuto.

Serafim Corrêa (PSB) se posicionou a favor da saída da presidente Dilma e desmentiu boados de que o PSB estaria na base do governo. 

“Somos a favor do impeachment porque entendemos que além de tudo que aconteceu não dá para tapar o sol com a peneira. A presidente Dilma perdeu as condições de governabilidade. O Brasil está estagnado há mais de um ano e ela não tem uma proposta de saída da crise que ela colocou o país. Nos meteu nessa crise quando diminuiu o preço da conta de energia numa medida populista para ganhar a eleição. Segurou o aumento da gasolina para ser agradável a classe média quando o petróleo estava em alta no mundo inteiro e arrebentou de vez a Petrobrás combalida pela corrupção. Ela tenta barrar o impeachment leiloando ministérios por voto, isso é inadmissível”, avaliou.

“O Brasil hoje está dividido: uma parte quer o impeachment outra parte não quer. Se não for aprovado, Dilma continua. Se for aprovado, o vice-presidente, Michel Temer, assume. E no dia seguinte? Quais são as propostas para nós sairmos da crise em que nos encontramos. O Brasil está patinando há um ano e meio e o país não suporta mais”, concluiu Serafim.

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