José Melo contrata empresa sem licitação para servir alimentos a PM por R$ 9 milhões que nem presos comiam

Um contrato suspeito com dispensa de licitação superior a R$ 9 milhões firmado entre a administração do governador José Melo e a empresa G.H. Macário Bento para o fornecimento da alimentação dos policiais militares por apenas três meses. A empresa que estará levando esse valor foi doadora de R$ 250 mil pra a campanha do ex-governador e hoje senador Omar Aziz (PSD) e já serviu comida aos presos do sistema prisional que recusavam a comer reclamando da péssima qualidade da alimentação.

Outro fato que chama a atenção no contrato assinado pelo coronel Marcus James Frota, comandante geral da Polícia Militar, que no último dia 11 pediu afastamento do cargo depois de tomar conhecimento de que é alvo de duas investigações, uma do Ministério Público Federal e outro do Estadual, são os valores.

A Ripasa Comércio e Representações Ltda, que teve o contrato encerrado recebeu por um ano de mais de R$ 29 milhões para fornecimento de alimentação a Polícia Militar, mas a G.H. Macário Bento, que entre sem licitação receberá mais de R$ 9 milhões apenas por três meses, se caso fique um ano receberá pelos serviços mais de R$ 36 milhões, cerca R$ 7 milhões mais do que a Ripasa ganhou.

Em 2013 a empresa G.H. Macário Bento venceu a concorrência pública para o fornecimento de alimentação aos presídios do Estado, ao custo de R$ 25 milhões, no decorrer de um ano. O contrato prevê fornecimento de café da manhã, almoço, lanche e jantar para as 13 unidades prisionais.

Mas a empresa teve problemas com o fornecimento de alimentação, a falta de qualidade dos alimentos servido pela G.H, levou detentos das unidades prisionais a recusarem o alimento e todos os dias centenas de quentinhas iam para o lixo e outras doadas como na Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde cerca de 200 marmitas era distribuídas.

E será essa empresa que servia comida aos detentos, que recusavam a comer que o estado contratou para fornecer alimentação aos policiais militares, que na época da Ripasa, encontraram nas refeições de tudo, moscas, baratas, tapurus e outras coisas.

PMs sem tickets

Os policiais militares ao tomarem conhecimento do fim do contrato com a Ripasa, em abril, comemoraram principalmente com a conversa de que iriam receber ticket alimentação a partir de maio, mas logo a informação foi negada pelo comandante geral da Polícia Militar, coronel James Frota, afirmando que sistema que atende os militares não comporta a implantação dos tickets.

“O comandante esta muito enganado quando afirma que sistema que atende os militares não comporta a implantação dos tickets. Ela fala isso, mas não justifica é claro que comporta”, disparou um policia, que para evitar represália por parte do comando, não terá o nome divulgado.

De acordo com o policial a empresa que irá fornecer alimentos aos policiais militares, mais uma vez ta sendo beneficiada por ter apadrinhamento político. “Todos nós já sabemos que tem dedo de político. Como pode pagava 29 milhões para a Ripasa e agora vão pagar 36 para essa outra empresa que foi doadora de campanha. Isso é brincadeira”, dispara o PM, questionando por qual o motivo o Ministério Público, se mantém inerte numa situação dessa.

Contéudo e foto Portal Fato Amazonico http://www.fatoamazonico.com/site/noticia

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