Polícia prende grupo suspeito pelo assassinato de promotor em Manaus

“Antes ele do que eu morrer”. A declaração é do fugitivo da Justiça Sebastião Pereira da Cunha, 32. Ele é um dos quatro suspeitos presos por envolvimento no latrocínio (roubo seguido de morte) que vitimou o promotor Paulo Cardoso de Carvalho, 66, em 20 de janeiro deste ano. À imprensa, ele disse ter sido o autor do disparo que atingiu o promotor.

“Não tinha a intenção de matar ele não, mas quando fui abordar ele reagiu e eu atirei em ‘legítima defesa’. Antes ele do que eu morrer”, disse.

Sebastião, que já responde pelos crimes de roubo e homicídio, foi preso junto com Bruno Coelho Costa, 23, que é foragido do Complexo Penitenciário Anisio Jobim (Compaj) desde o dia 1º de janeiro, Kelly Cristiane Magalhães Seixas, 21, e Douglas Maia Barroso, 21.

Eles foram presos durante uma ação da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERDF) com apoio da Ronda Ostensiva Cândido Mariano ( Rocam). As prisões iniciaram no último domingo e foram concluídas nesta quinta-feira.

Sebastião, Kelly e Douglas foram apresentados à imprensa, nesta quinta-feira . Já Bruno, que foi baleado pela Rocam, está internado no Pronto-Socorro 28 de Agosto. Em depoimento à polícia, todos confirmaram participação no crime.

Conforme o delegado da DERFD, Adriano Félix, o grupo se reuniu dois dias antes do crime. Juntos roubaram um carro e no dia 20, renderam o promotor, no momento em que ele chegava em casa, no Conjunto Beija-Flor, em Flores, na zona centro-sul de Manaus.

De acordo com o delegado, no dia do roubo, Kelly andava ao lado de Bruno, que conduzia o carro. Já Sebastião desceu do veículo junto com Sebastião para render o promotor. “Eles tinham a intenção de roubar o carro e objetos da casa do promotor, mas como a vítima reagiu, eles atiraram”, disse Félix.

Kelly declarou à imprensa que conheceu os demais suspeitos há cerca de 30 dias. Ela que está grávida de quatro meses informou que aceitou participar do crime porque precisava de dinheiro. ‘Vocês sabem que ninguém da emprego para quem está grávida. Eu precisava de dinheiro e essa foi a maneira mais fácil de conseguir grana’, afirmou.

Para o Procurador -Geral de Justiça em exercício, Pedro Bezerra, a prisão dos suspeitos vai dar alívio à família do promotor. “Com certeza, os familiares dele ficaram mais tranquilos em saber que esses criminosos vão responder pelo crime que cometeram”, afirmou ele.

O grupo vai responder por latrocínio. Bruno, Douglas, Sebastião e Kelly serão encaminhados ao Centro de Detenção Provisória Masculino ( CDPM) e Feminino (CDPF).

Crime

De acordo com a autoridade policial, o crime aconteceu em frente à casa onde o promotor de Justiça morava, localizada na Rua Dez do Conjunto Beija-Flor 2, bairro Flores, zona Centro-Sul.

A vítima tinha 66 anos, foi abordada pelos infratores e acabou reagindo, trocando tiros com eles. Paulo foi alvejado três vezes no abdômen e não resistiu aos ferimentos.

Com Informações D24am
ver mais notícias