Inquérito diz que Odilaine cometeu suicídio

Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo e principal suspeito, foi inocentado pelo inquérito

O inquérito sobre a morte de Odilaine Uglione, encerrado nessa quinta-feira (17), concluiu que a mãe do menino Bernardo cometeu suicídio por meio de disparo de arma de fogo, em fevereiro de 2010.

O delegado da 2ª Delegacia de Polícia de Santa Rosa, Marcelo Lech, responsável pela fase final do inquérito, afirmou que não foi verificado nenhum elemento que comprove a ocorrência de crime contra a vida. “Nós buscamos identificar, no curso da investigação, se havia ocorrido homicídio ou suicídio. E, mesmo que tivesse ocorrido suicídio, [investigamos] se alguém poderia ter incentivado Odilaine a praticar tal suicídio”, explicou.

Leandro Boldrini, pai do menino Bernardo e principal suspeito, acabou inocentado pela investigação. “Por toda a investigação realizada, buscando criteriosamente entender a rotina do casal, não se apurou nenhum elemento de convicção de que Leandro Boldrini ou qualquer outra pessoa tenha praticado de forma comissiva um ato que levasse à morte de Odilaine”, garantiu.

De acordo com o delegado, Odilaine possuía um histórico de tentativas de suicídio e havia tentado se suicidar três vezes.

O processo que investiga a morte de Odilaine havia sido arquivado como suicídio pela Polícia Civil de Três Passos e foi reaberto em maio de 2015, a pedido do Ministério Público. A morte do filho Bernardo, em abril de 2014, motivou a família de Odilaine a solicitar a reabertura da investigação. Ela foi encontrada morta na clínica do então marido, Leandro  Boldrini, com um tiro de arma de fogo.

Boldrini é acusado da morte de seu filho Bernardo. Ele, a mulher Graciele Ugulini e os irmãos Edelvânia e Evandro Wirganovicz, que teriam auxiliado na morte do menino, estão presos desde abril de 2014 e respondem por crimes como homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

Conteúdo Agência Brasil

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