Guerra de facções: Criminosos disparam mais de 100 tiros durante atentado no Zumbi 2 em Manaus

Manaus – “Foi assim uma coisa surreal. Eu nunca tinha visto aquilo. Parecia rajada de guerra”, contou a mãe de um homem identificado como Snydher Weslley Galucio Silva, conhecido como ‘Jardel’, 31, morto na noite desta sexta-feira (24) durante o atentado, no bairro Zumbi 2, zona leste de Manaus. Durante a ação criminosa, o grupo de, pelo menos, sete pessoas atirou mais de cem vezes contra uma casa e matou Snydher com cerca de dez tiros, a maior parte atingindo a cabeça da vítima.

A mãe de Snydher, que pediu para ter o nome e a idade preservados, contou à reportagem que acredita que o filho tenha morrido “de graça”, porque estava na frente da casa quando os criminosos chegaram.

“Vizinhos disseram que o alvo era outro. Meu filho tinha saído para comprar alguma coisa pra uma mulher e, quando estava chegando, os bandidos cercaram todos. Como meu filho tentou correr, foi morto por eles”, contou. Moradores do local confirmaram que Snydher tinha saído para comprar bebidas para uma mulher, não identificada, e, na volta, foi executado pelos criminosos.

Caso
Um grupo de criminosos disparou mais de cem tiros contra uma casa, na esquina das ruas Joana Darc com Travessa Portugal, no bairro Zumbi 2, zona leste da capital. Os criminosos usaram armas de grosso calibre, entre fuzil, escopeta calibre 12, além de pistolas 9mm, conforme informações do tenente Oliveira dos Santos, da 25ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom).

Moradores da área, que pediram para não ter os nomes divulgados por medo de represália, relataram que, por volta das 22h30, seis veículos chegaram ao local, de onde sete criminosos desceram e efetuaram os disparos.

Ninguém que morava no local ficou ferido, segundo informações do tenente Oliveira dos Santos. A suspeita é que a ação dos bandidos estava relacionada a guerra do tráfico de drogas. “Tem características de briga de facções. Vamos voltar ao local para tentar saber pistas que leve aos criminosos”, disse o tenente. A DEHS investiga o assassinato e o tiroteio.

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