Arma do PM é encontrada na invasão Buritizal, dona do terreno onde o revólver 38 estava, é presa

Manaus – Joana Priscila Cavalcante, 28, que foi presa na última terça-feira (30), após a Polícia Civil (PC) ter encontrado enterrado no terreno dela, na invasão Buritizal Verde, a arma do soldado Paulo Sérgio Portilho, foi encaminhada na tarde desta quinta-feira (1º) para a audiência de custódia. Além de posse de arma de fogo, segundo a assessoria de imprensa da PC, ela também foi autuada em flagrante por tráfico de drogas.

O pai de Priscila, um borracheiro de 59 anos, informou que Marcos Neves Serra, 19, o ‘Já Morreu’, que foi preso por envolvimento na morte do PM, morava na casa da filha e que ele já havia sido ameaçado de morte pelo criminoso.

“Eu fui lá visitá-la há umas três ou quatro semanas. Ele (Marcos Neves) estava lá e quando me viu apontou uma arma para a minha cabeça e mandou que eu saísse de lá e não voltasse mais. Ele, que se apresentava como ‘Bruninho’, estava com um outro homem, que também estava armado e dizia que lá quem mandava era ele”, lembrou o borracheiro.

O borracheiro lembrou, ainda, que comprou o terreno, há cerca de três meses, por R$ 3 mil, de um homem chamado ‘Alexandre’, para a filha morar no local com os filhos. “Fiz um sacrifício danado para que ela tivesse uma casa e ela, quando viu eu ser expulso, não teve coragem de fazer nada”, lembrou o pai.

Na tarde desta quinta-feira, o borracheiro esteve na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) onde acompanhou a filha ser levada para a audiência de custódia. “Aqui não me deixaram falar com ela. Vou lá no Fórum (Henoch Reis) para ver se consigo dar uma palavra com ela”, falou.

Prisão

Priscila foi detida, na última terça-feira, após policiais terem encontrar enterrado no terreno dela o revólver calibre 38, que pertencia ao policial. Além da arma, a polícia também encontrou, enterrada no local, uma porção de entorpecentes.

O corpo do soldado Portilho foi encontrado enterrado na mesma invasão, na tarde da última terça-feira (30). De acordo com a PC, ele foi torturado e morto, após ser identificado pelos traficantes da área como policial militar.

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