37 detentos feridos após confronto com policiais durante revista no Compaj

Manaus – Em mais uma revista no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), na manhã desta segunda-feira (6), foram encontrados celulares, facões, rádios comunicadores e pedaços de ferro que poderiam ser usados como armas, segundo informações do secretário de segurança pública, Sérgio Fontes. Ainda segundo Fontes, um grupo de presos do Pavilhão 3 do presídio entrou em confronto com a PM para impedir a revista no local e 37 internos ficaram feridos.

Segundo o secretário, o confronto ocorreu após os internos se recusarem a obedecer as ordens dos PMs e reagirem a operação de revista.

“Infelizmente, nós tivemos um incidente desse tipo. Os presos, apesar de estar ali o Choque e uma quantidade grande de policiais, demonstraram a intenção de reagir, de não obedecer às ordens e foi necessária a utilização de força proporcional. Mas ninguém morreu ou ficou ferido, não foram utilizados equipamento letais que pudessem causar danos permanentes nos presos. Isso vai ser investigado, pra saber quem será responsabilizado”, disse.

Ainda de acordo com Fontes, os policiais usaram bala de borracha para conter os detentos e houve um atendimento médico de 37 internos. Eles foram atendidos pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e depois iliberados. Um detentos ainda permanece hospitalizado.

Até o momento, foram encontrados 30 celulares, 49 facões, dois rádios comunicadores e mais 45 pedaços de ferro durante a operação de revista. 

Revista no Compaj

A operação está sendo monitorada pelo Centro Integrado de Comando e Controle do Amazonas (CICC-AM) da Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) e conta com a participação de mais de 1.000 servidores, entre policiais Civis e Militares, além de Bombeiros, Policiais Rodoviários Federais e militares das Forças Armadas.

Dentre os órgãos envolvidos na Operação estão:  SSP-AM, Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Rodoviária Federal, Comando Militar da Amazônia (CMA), Aeronáutica, Samu, Força Nacional, Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) e Corpo de Bombeiros.

Fonte D24

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