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Dólar sobe a R$ 3,62 com compra de US$ 3,4 bi pelo BC; Bolsa oscila

Da redação | 18/04/2016 12:10

RIO – Agindo segundo a máxima de que sempre “sobe no boato e realiza lucros no fato”, o mercado financeiro reage de forma negativa nesta segunda-feira após o “sim” da Câmara dos Deputados à continuação do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. O dólar comercial, que chegou a abrir em forte queda inverteu a trajetória após o Banco Central (BC) anunciar intervenção no câmbio e acentuou a alta depois da abertura da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). A moeda americana agora sobe 1,30%, cotada a R$ 3,571 para venda. Na máxima, atingiu R$ 3,620. Já a Bolsa registra pregão volátil, tendo aberto em queda intensa. Agora, o índice Ibovespa opera perto de como terminou na sexta-feira, avançando apenas 0,03%, aos 53.215 pontos.

Na mínima, o dólar chegou a valer R$ 3,479 antes de o BC chamar leilão de 80 mil contratos de “swap cambial reverso”, operação que equivale à compra de dólares no mercado futuro. No fim, o BC encontrou demanda para 68.840 contratos, em um total de US$ 3,42 bilhões.

“A bolsa brasileira cai e o dólar sobre na esteira da realização do movimento das últimas semanas. Na sexta-feira passada o Ibovespa acumulava mais de 37% de alta em dólar no ano e estava muito claro que teríamos alguma correção”, escreveu em mensagem enviada a clientes o economista-chefe da Gradual Investimentos, André Perfeito. “Para voltar a subir com força precisaremos de informações adicionais sobre como o futuro ministério Temer vai agir.”

— A máxima maior do mercado é que ele sobe no boato e realiza no fato. É justamente isso que acontece hoje, sobretudo porque o fato é um fato pela metade. O impeachment precisa ainda passar no Senado, onde há chance de o PT barrar o processo. Logo, a cautela vai permanecer — afirmou Alfredo Sequeira Filho, presidente da assessoria de investimento DNA Invest, citando também a influência da queda do petróleo e do vencimento de contratos de opções sobre ações na Bolsa hoje.

JUROS FUTUROS RECUAM

Na semana passada, o BC enxugou US$ 24,7 bilhões do mercado por meio dessa operação, para evitar que o otimismo dos investidores com a possibilidade de impeachment desvalorizasse demais o dólar. Isso, na avaliação da autoridade monetária, prejudicaria as exportações e as empresas que vinham se preparando para uma alta do dólar. Apesar de toda essa artilharia, na semana a moeda recuou 1,97%.

Se a Bolsa cai e o dólar sobe, o bom humor dos investidores após a aprovação do impeachment na Câmara se reflete pelo menos na expectativa de juros futuros. Os contratos DI com vencimento em janeiro de 2021 recuaram de 13,04% para 12,89% ao ano. A taxa indica a previsão do mercado financeira para a taxa básica de juros da economia, a a Selic, naquela data. Já o contrato com prazo em janeiro de 2017 recua de 13,60% para 13,54%.

PETRÓLEO ‘AJUDA’ NA QUEDA DA PETROBRAS

Entre as ações brasileiras, a queda mias relevante é das ações da Petrobras. O papel ON recua 2,18% (R$ 11,66), enquanto a PN tem baixa de 3,71% (R$ 9,33). Além da realização de lucros após a confirmação do “sim” da Câmara, a estatal é afetada pela desvalorização do petróleo depois de a reunião entre os principais países produtores sobre uma proposta de congelamento da produção fracassar no domingo. O barril do tipo Brent tem baixa de 2,97%, a US$ 41,84, enquanto o WTI recua 3,42%, valendo US$ 38,99.

No setor bancário, o Banco do Brasil ON cai 2,07% (R$ 22,23), o Bradesco PN desvaloriza-se 0,45% (R$ 26,08), enquanto o Itaú Unibanco PN tem baixa de 0,60% (R$ 32,74).

EUROPA APONTAVA ALTA DAS AÇÕES BRASILEIRAS

Antes da abertura da Bovespa, a expectativa era de alta dos papéis, com base no comportamento dos recibos das ações negociados na Europa. As ADRs da Petrobras cotadas na Bolsa de Frankfurt chegaram a subir 4,52% por volta das 3h (horário de Brasília), mas agora despencam 4,91%, a € 5,67.

Já o iShares MSCI Brazil UCITS, fundo que acompanha ativos brasileiros negociado em Londres, chegou a disparar 3,87% às 6h21m (horário de Brasília), mas agora recua 1,89%.

Os recibos de ações da Petrobras negociados em Nova York registram desvalorização de 2,38%, a US$ 6,56.

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