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Dólar cai e fecha a R$ 3,45 com exterior; Bolsa sobe 0,1%

Da redação | 07/06/2016 18:20

RIO – Depois de fechar abaixo de R$ 3,50 pela primeira vez em três semanas na véspera, o dólar comercial teve mais uma queda nesta terça-feira, recuando 1,14% e valendo R$ 3,451 na venda. A divisa perdeu valor diante do real, segundo analistas, reagindo à valorização das commodities e ao dado de inflação mais forte que o esperado. Globalmente, o dólar cai 0,4% contra uma cesta de dez moedas, com os investidores ainda interpretando que o discurso da presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) na segunda-feira tornou mais difícil que o país suba juros no curto prazo. Já a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) teve pregão volátil e de baixo volume, fechando com alta de 0,11% em seu índice de referência Ibovespa, aos 50.487 pontos, apesar do bom humor dos mercados internacionais.

— O que pesou para a Bovespa ficar na contramão do mundo foi a questão política. Os pedidos de prisão feitos por Janot fizeram com que os investidores interpretassem que tudo isso pode tirar o foco da evolução do processo de impeachment. Não vai ser fácil para o governo interino conseguir os 54 votos no Senado para se manter com esse cenário mais tumultuado — afirmou Paulo Gomes, economista-chefe da Azimut. — No câmbio, o IGP-DI veio muito acima do esperado. Para mim, isso pressionou os juros futuros e fortaleceu o real, porque isso dificultaria a redução das taxas pelo BC. Mas é claro que a alta das commodities hoje estão influenciando os preços.

O Índice Geral de Preços-Disponibilidade Interna (IGP-DI), uma das medidas de inflação calculadas pela FGV, subiu 1,13% em maio, contra 0,36% em abril. No mercado de juros futuros, o contrato DI com vencimento em janeiro de 2021 subiu 12,31% para 12,37% ao ano.

Os investidores monitoram hoje a informação, revelada pelo GLOBO, de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu ao Supremo Tribunal Federal a prisão do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), do ex-presidente da República José Sarney (PMDB-AP) e do senador Romero Jucá (PMDB-RR). A informação é de um interlocutor de ministros do STF. Renan, Sarney e Jucá foram flagrados tramando contra a Operação Lava-Jato em conversas gravadas pelo ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado. Os pedidos de prisão já estão com o ministro Teori Zavascki, do STF, há pelo menos uma semana.

— A notícia sobre os pedidos de prisão do Janot deixou o humor mais pesado na Bolsa. Sendo bem pragmático, se o Renan for afastado da presidência do Senado, quem assumiria seria o Jorge Viana, do PT. Com certeza, isso aumentaria as chances de a oposição travar a agenda, trazendo mais incertezas sobre a aprovação das medidas necessárias — afirmou Hersz Ferman, da Elite Corretora.

Entre as ações, o Bradesco subiu 1,3% (R$ 24,24), mesmo depois de o banco ter sido alvo de uma ação coletiva nos EUA. O Banco do Brasil ON caiu 1,17% (R$ 16,92), enquanto o Itaú Unibanco PN teve alta de 1,62% (R$ 30,07).

A Petrobras ON subiu 3,06% (R$ 11,13), enquanto a PN encerrou em alta de 1,89% (R$ 8,62). A companhia foi favorecida pela alta do petróleo, cujo barril do tipo Brent avança 1,9% e vale US$ 51,51.

A Vale operou na ponta contrária, caindo 1,89% entre os papéis ON (R$ 16,57) e 0,15% nas ações PN (R$ 12,99).

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