UE tenta fechar rota dos Bálcãs em cúpula de emergência com a Turquia

BRUXELAS — Reunidos em Bruxelas para uma cúpula de emergências com o objetivo de discutir a crise migratória na Europa, líderes turcos e europeus pretendem planejam declarar o fechamento da rota pelos Bálcãs e pressionar a Turquia a receber de volta os migrantes econômicos em troca de € 3 bilhões (R$12,3 bilhões). A reunião ocorre um dia depois de ao menos 25 pessoas morrerem, entre elas dez crianças, em um naufrágio no Mar Egeu na tentativa de chegar à Grécia.

O encontro – o segundo em menos de quatro meses – também coincide com o aumento da tensão entre a Turquia e a UE, já que o bloco tem se posicionado de forma muito crítica à política repressiva do presidente conservador Recep Tayyip Erdogan.

No fim de novembro, a comunidade europeia assinou com o governo de Ancara um plano de ação para deter os milhares de migrantes que saem da costa turca em direção às ilhas gregas. Mesmo assim, milhares de pessoas continuam realizando a perigosa travessias, que já deixaram este ano centenas de mortos.

Os que conseguem chegar ao continente ainda enfrentam muitas dificuldades antes de chegar ao seus destinos, principalmente a Alemanha. Com barreiras impostas em muitos dos países europeus, atualmente há mais de 30 mil imigrantes retidos em território grego. Mais de 13 mil deles estão na fronteira com a Macedônia, aguardando passagem.

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