Tropas sírias entram na província de Raqqa

RIO – Tropas sírias entraram neste sábado na província de Raqqa, principal reduto do grupo extremista Estado Islâmico (EI). Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos, sediado no Reino Unido, há relatos de confrontos violentos entre militantes do EI e as forças do governo do presidente Bashar Al Assad, apoiadas por bombardeios aéreos russos, ao longo da principal rodovia que leva à cidade de Raqqa, capital informal do grupo, localizada a cerca de 80 quilômetros das fronteiras da província com os territórios vizinhos de Hama e Aleppo, origens do avanço do Exército sírio. Pelo menos 26 extremistas e nove militares e milicianos sírios favoráveis ao governo morreram nos embates.

Ainda de acordo com porta-voz da organização síria, as tropas de Assad estariam se dirigindo primeiramente à cidade Tabqa, fortaleza do EI na estrada para Raqqa que abriga uma estratégica represa no Rio Eufrates. O avanço do Exército sírio em Raqqa é o terceiro grande assalto contra as posições do Estado Islâmico apenas esta semana e o grupo extremista agora enfrenta uma guerra em quatro frentes.

Na última quarta-feira, milicianos das Forças Democráticas da Síria (SDF, na sigla em inglês), predominantemente curdas e apoiadas pelos EUA, lançaram um ataque contra Manbij, outro reduto do EI a cerca de 115 quilômetros a Noroeste de Raqqa. Segundo o Observatório Sírio, as SDF capturaram ao menos 34 vilas na região e a luta alcançou a parte Sul da cidade, que fica em uma rota chave de abastecimento ligando a fronteira turca com Raqqa.

Os extremistas do EI também estão engajados em duras batalhas pelo controle de Marea, cidade a cerca 70 quilômetros a Oeste de Manbij. Eles cercaram Marea por três lados, mas até agora não conseguiram capturar a cidade, dominada por rebeldes da Frente Nusra, ligada à rede terrorista Al Qaeda.

Por fim, o EI encara fogo pesado em Fallujah, um de seus principais redutos no Iraque. As forças iraquianas lançaram sua ofensiva contra a cidade há quase duas semanas e agora já alcançaram seus limites. Em comunicado divulgado neste sábado, o Exército iraquiano informou que os extremistas foram expulsos do bairro de Saqlawiya, no Norte da cidade, onde os militares teriam hasteado a bandeira do Iraque.

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