Suécia e Holanda fecham prisões por falta de presos enquanto Brasil fecha escolas

Já dizia Victor Hugo “Quem abre escolas, fecha presídios”. É uma frase totalmente correta, pois sabemos (ou idealizamos) que a educação é a base de tudo. No Brasil a realidade é totalmente outra, como sempre.

Sempre os noticiários estão falando sobre a superlotação nos presídios e no último ano vemos uma quantidade absurda de escolas sendo fechadas, principalmente em São Paulo.

Na contramão dessa situação, a Suécia fechou, nos últimos três anos, mais de quatro prisões por falta de prisioneiros. A Holanda segue pelo mesmo caminho, já foram mais de 19 presídios fechados, um deles até virou hotel de luxo.

Foto: Cela em Kumla, prisão mais segura da Suécia.

Foto: Prisão em Dutch, Holanda, que foi transformada em um hotal de luxo.

É uma coisa a se pensar. Por que esses países estão fechando prisões enquanto nós estamos construindo cada vez mais cadeias. É um problema cultural ou administrativo?

A Holanda economizou cerca de 340 milhões de euros fechando 19 prisões nos últimos anos, dinheiro que pode ter sido investido em outras coisas… Educação, por exemplo.

Segundo secretário de estado da época, o holandês Fred Teeven, uma das razões da medida foi a diminuição da taxa de criminalidade e a utilização de tornozeleiras com rastreadores em vez de deixar os presos encarcerados, o que deixou muitas das celas vazias, além do investimento forte em reabilitação dos crimosos.

No Brasil, as tornozeleiras representam uma economia muito grande. Enquanto o custo mensal para monitorar um preso varia de R$ 167 a R$ 660, no sistema prisional, cada detendo custa de R$ 1.800 a R$ 4.000. Em 2015, eram mais de 18.000 pessoas a usar a tornozeleiras, mas mesmo assim as prisões continuam lotadas.

Foto: Presídio brasileiro

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