Sobreviventes de terremoto no Equador escavam destroços em busca de familiares

QUITO — Tomados pelo desespero, um pequeno grupo de moradores da cidade costeira de Manta, no Equador, escavam destroços deixados pelo terremoto de 7,8 graus de magnitude que aconteceu no último sábado. Eles movem grandes blocos de cimento e pedaços de metais retorcido sem qualquer ferramenta ou proteção nas mãos, na esperança de encontrar com vida parentes soterrados.

— Meu marido está lá embaixo — disse Veronica Paladines, enquanto movia escombros do hotel em que seu marido, Javier Sangucho, de 25 anos, costumava trabalhar.

Veronica e o marido têm dois filhos pequenos.

— Ele estava pintando, mas decidiu descer para descansar um pouco. Foi quando o terremoto aconteceu — declarou a mulher.

O capitão dos bombeiros, Javier Carpo, chegou pouco tempo depois para ajudar os moradores presentes a separar os destroços.

— Em toda a cidade há uma grande quantidade de pessoas presas — revelou ele, que tem apenas 30 homens e mulheres sob seu comando. — Nós não sabemos quantas são, mas temos recebido mais pedidos de ajuda do que podemos dar conta.

Segundo o ministro da Segurança, 350 mortes foram confirmadas. Outras 2.527 pessoas ficaram feridas. Em um pronunciamento na TV, o presidente equatoriano, Rafael Correa, advertiu que o número deve aumentar de forma considerável.

A região costeira do Equador foi a mais atingida pelo terremoto. A província de Manabi , em que a cidade de Manta se encontra, é a mais afetada delas, já que é uma das regiões mais próximas do epicentro do abalo que deixou o país em estado de emergência.

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