Quatro militares morrem em confrontos no Azerbaijão

BAKU, Azerbaijão — Quatro soldados do exército do Azerbaijão foram mortos em confrontos com as forças da Armênia na região de Nagorno Karabakh, no Cáucaso, nesta segunda-feira. Apesar dos apelos à paz feitos pela comunidade internacional, os combates prosseguem pelo terceiro dia consecutivo.

Ao todo, o conflito já matou mais de 30 militares dos dois lados e três civis. Outros 200 oficiais ficaram feridos. Retomado na noite de sexta-feira, este foi o ataque mais sangrento desde o cessar-fogo instaurado entre os dois países em 1994.

Segundo o ministério da Defesa do Azerbaijão, os soldados azeris morreram por tiros de morteiro e lança-granadas a partir das barricadas ocupadas pelas forças armênias.

— Se as provocações armênias continuarem, lançaremos uma grande operação ao longo da linha de frente e utilizaremos todas as nossas armas — disse o porta-voz do ministério, Vagif Dargahly, à imprensa.

O ministério da Defesa da região separatista, apoiado pela Armênia, por sua vez, disse que as tropas do Azerbaijão intensificaram nesta segunda-feira seus bombardeios sobre as posições do exército em Karabakh, utilizando morteiros de 152 mm, lança-foguetes e carros.

— As forças armênias avançaram muito em algumas zonas do front e tomaram novas posições — declarou o porta-voz do ministério armênio da Defesa, Artsrun Hovhannisyan.

No entanto, o Azerbaijão disse que estas declarações eram falsas e afirma controlar desde sábado todas as colunas estratégicas de Nagorno Karabakh.

Nagorno Karabakh é uma região situada no Azerbaijão, povoada, na época da União Soviética, por uma maioria armênia. No início dos anos 1990, os separatistas armênios, apoiados por Yerevan, assumiram o controle da zona em uma guerra que deixou cerca de 30.000 mortos.

Em 1994, um cessar-fogo pôs fim ao conflito, mas não resolveu o problema. Apesar de as escaramuças serem frequentes na fronteira, os combates desta sexta e sábado parecem de maior envergadura que as habituais trocas de tiros.

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