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Protesto de xiitas em Bagdá tem ao menos 4 mortos

Da redação | 21/05/2016 18:50

BAGDÁ – Ao menos quatro manifestantes antigoverno foram mortos e 90 ficaram feridos, na sexta-feira, ao serem expulsos da Zona Verde de Bagdá, a área fortemente vigiada no centro da capital iraquiana que abriga o Parlamento, embaixadas e instalações do governo. As informações foram divulgadas por quatro hospitais e pelo necrotério de Bagdá ontem.

Na sexta-feira, um protesto na Zona Verde foi dispersado por forças de segurança iraquianas com armas de fogo, balas de borracha, canhões de água e gás lacrimogênio. Os manifestaram chegaram a entrar no prédio do gabinete do primeiro-ministro Haider al-Abadi .

Civis conseguiram entrar na Zona Verde duas vezes nas últimas três semanas, despertando dúvidas sobre a capacidade do governo de manter a segurança da capital iraquiana, que também enfrenta um aumento de atentados a bomba neste mês.

Os protestos na sexta-feira incluíram apoiadores de Moktada al-Sadr, um poderoso clérigo xiita, e de outros grupos insatisfeitos com o fracasso do governo em executar leis anticorrupção e manter a segurança da cidade.

Jaafar al-Moussawi, um dos líderes do movimento político de Al-Sadr condenou o governo pelo que considerou “uso excessivo de força”:

— Usar armas de fogo contra uma manifestação pacífica é completamente injustificado. É uma prova clara de como um governo supostamente legítimo se transformou em um governo opressor — disse Moussawi ontem.

ONU ALERTA CONTRA ‘CAOS’

O primeiro-ministro Haider al-Abadi condenou a entrada dos manifestantes na Zona Verde e alertou para a ameaça de caos no país, no momento em que forças iraquianas combatem militantes islâmicos. Depois do protesto, o Exército iraquiano chegou a decretar toque de recolher em Bagdá.

As Nações Unidas expressaram “profunda preocupação” com o episódio e afirmaram que ele pode prejudicar os esforços para derrotar o Estado Islâmico, que controla uma vasta porção dos territórios no Norte e no Oeste do Iraque.

— Só os inimigos do Iraque, principalmente o Daesh, se beneficiam com o caos — disse Jan Kubis, representante das Nações Unidas no Iraque, usando o acrônimo árabe para o Estado Islâmico.

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