Presidente sul-africano diz que devolverá dinheiro de reforma em casa

JOANESBURGO — Envolvido em um escândalo político e financeiro, o presidente sul-africano, Jacob Zuma, disse nesta sexta-feira que devolverá parte do dinheiro gasto na reforma da sua residência ao Estado. Ele é acusado de utilizar fundos estatais para melhorias em Nkandla — como uma piscina e em um anfiteatro — em uma obra de US$ 24 milhões. O presidente, no entanto, negou que tenha agido de má fé em um comunicado à nação desta sexta-feira.

Zuma se desculpou pela frustração e pela confusão causadas pelo escândalo, um dia após a Suprema Corte da África do Sul ter ordenado que ele deve, pessoalmente, restituir US$16 milhões ao país.

— Eu quero enfatizar que eu nunca consciente ou deliberadamente agi para violar a Constituição — disse o presidente. — Qualquer ação que tenha sido encontrada contra a Constituição aconteceu por causa de um aconselhamento jurídico diferente.

A decisão unânime do tribunal de 11 juízes, um pilar central da democracia estabelecido no final do apartheid, é a última reviravolta de uma saga de seis anos sobre a residência Nkandla. Na quinta-feira, a oposição disse que apresentaria uma moção ao Parlamento pedindo a destituição do presidente.

Tentativas de retirar o presidente do cargo procedimento legal enfrentariam forte dificuldade no Parlamento, dominado pelo partido de Zuma. No entanto, alguns sul-africanos acreditam que o escândalo pode abalar a imagem do líder de 73 anos e, consequentemente, levar políticos a deixar a legenda governista.

ver mais notícias