Político acusado de pedofilia vira alvo de suspeitas em sumiço de Madeleine McCann

RIO — Duas acusaçõs de pedofilia contra o radialista e político britânico Clement Freud levantaram suspeitas sobre o seu possível envolvimento no desaparecimento de Madeleine McCann. Ele tinha uma casa na Praia da Luz, onde a menina sumiu de um quarto do hotel aos 3 anos de idade em 2007. Logo no início das buscas dos pais da criança — até hoje sem sucesso —, Freud se tornou um conhecido da família.

Falecido em 2009, Freud foi acusado de abusar sexualmente de duas meninas por vários anos. Uma das vítimas chama-se Sylvia Woosley e, hoje com 70 anos, afirma que o abuso começou quando ela tinha 10 anos. A segunda preferiu não se identificar, mas relatou atos abusivos contínuos do radialista a partir dos seus 11 anos.

Após o surgimento das acusações em um documentário, investigadores foram alertados de que ele tinha uma casa na Praia da Luz — levantando suspeitas sobre seu possível envolvimento no desaparecimento de Madeleine.

Poucas semanas após a menina ter sido sequestrada, os seus pais chegaram a frequentar a casa de Freud duas vezes. Além disso, mantiveram contato por telefone e por email.

O casal reagiu à notícia expressando horror sobre a descoberta, segundo o “Telegraph”. No entanto, afastou suspeitas sobre Freud afirmando que ele não estava em Portugal no dia do desaparecimento.

Clement Freud é neto do psicanalista Sigmund Freud e ocupou um assento no Parlamento britânico entre 1973 e 1987. Foi nesta época em que ele teria cometido os abusos contra as meninas.

Atualmente com 89 anos, a viúva de Freud, Jill Freud, expressou profunda tristeza com as notícias.

— Eu estive casada com o Clement por 58 anos e o amei muito. Estou chocada e profundamente entristecida pelo que aconteceu a estas mulheres. Espero, sinceramente, que agora possam ter alguma paz.

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