Países terão inventário público ​de urânio enriquecido

WASHINGTON. O presidente Barack Obama informou hoje no segundo e último dia da Quarta Cúpula de Segurança Nuclear, em Washington, que os países vão fechar um acordo para criar um inventário público sobre o urânio altamente enriquecido no mundo, o material necessário para a fabricação de armas atômicas. Este acordo vai permitir uma ação conjunta mais efetiva em caso de roubo de materiais nucleares ou ataques a instalações nucleares.

— Pela primeira vez em uma década nós vamos prover um inventário público de nosso estoque de urânio altamente enriquecido, que pode ser usado para armas nucleares. E esse inventário é um que reduzimos de maneira considerável — disse Obama.

O tratado deverá entrar em vigor nas próximas semanas, segundo informou o presidente americano. Obama afirmou que até o fim do dia será detalhada uma série de medidas práticas para proteção do material nuclear. O grande objetivo é evitar que organizações terroristas consigam ter acesso a estes materiais.

— Felizmente, por causa de nossos esforços coordenados, nenhum grupo terrorista foi bem sucedido até agora em obter uma arma nuclear ou uma bomba suja feita com material radiativo. Mas sabemos que a al-Qaeda já tentou obter materiais nucleares, indivíduos envolvidos nos ataques em Paris e em Bruxelas gravaram em vídeo um administrador sênior que trabalha em uma instalação nuclear na Bélgica. O Estado Islâmico já usou armas químicas, incluindo gás mostarda na Síria e no Iraque. Não há dúvida de que se esses homens loucos conseguirem colocar suas mãos em uma bomba nuclear ou material nuclar certamente os usariam para matar o maior número possível de inocentes — disse Obama.

O presidente americano ainda lembrou que as centenas de instalações militares e civis ao redor do mundo contam com cerca de 2 mil toneladas de material nuclear, nem sempre protegido de maneira apropriada.

Mais cedo, Obama se encontrou com representantes europeus e comemorou o acordo nuclear com o Irã, que retirou 98% do material nuclear do país, que se comprometeu apenas a usar a tecnologia nuclear para fins pacíficos.

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