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Oposição pressiona por sanções diplomáticas a governo de Maduro

Da redação | 22/06/2016 13:20

CARACAS — Na véspera de uma sessão extraordinária para discutir a crise na Venezuela da Organização dos Estados Americanos (OEA), a oposição do país pressiona nesta quarta-feira pela aplicação de sanções diplomáticas ao governo de Nicolás Maduro. De Caracas, uma comissão de deputados viajou a Washington para pedir que o organismo aplique a Carta Democratica Interamericana sobre a Venezuela. No mesmo dia, o líder opositor, Henrique Capriles, recebeu o diplomata americano Thomas Shannon para denunciar a ausência de diálogo político em seu país.

Liderada pelo presidente da Assembleia Nacional opositora, Henry Ramos Allup, a delegação de seis parlamentares viajaram para apelar em favor das sanções previstas em caso de ruptura constitucional pela Carta Democratica Interamericana. Se ao menos 18 nações votarem a favor da aplicação do documento, a OEA poderia tomar medidas diplomáticas para estabilizar a situação na Venezuela — o que poderia incluir a suspensão do país do organismo.

“Foi quebrada a ordem constitucional por parte do governo de Nicolás Madiro e não existem avanços de diálogo, o que pede com urgência que a OEA atue frente a crise institucional e humanitária”, disse o parlamenta Luis Florido, que faz parte da comissão, em nota.

Na sessão de quinta-feira, o chefe da OEA, Luis Almagro, apresentará um informe sobre a crise política e de direitos humanos na Venezuela a embaixadores dos 34 países-membros da organização.

‘NÃO HÁ DIÁLOGO’

Também nesta quarta-feira, Capriles e Shannon se reuniram na capital venezuelana. O governador do estado de Miranda denunciou a ausência de diálogo político no país ao diplomata dos EUA, pedindo que novos mediadores internacionais sejam designados na resolução da crise.

— É o governo que não permite que haja um processo de diálogo no país. O diálogo na Venezuela não pode ser para uma foto, não pode ser para perder tempo, porque os venezuelanos estão em uma situação de emergência — disse Capriles, segundo o “El Universal”.

No encontro, o líder opositor também criticou o ex-presidente do Governo espanhol, José Luis Rodríguez Zapatero, por não ter mencionado o processo para convocação de um referendo revogatório contra Maduro em seu discurso de terça-feira na OEA.

— O ex-presidente Rodríguez Zapatero tem que revisar muito bem como será sua posição, porque o que hoje escutamos são generalidades e os venezuelanos não estão para generalidades — complementou.

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