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Ministro francês reconhece gesto inapropriado após assediar jornalista

Da redação | 11/05/2016 11:00

PARIS — O ministro das Finanças da França, Michel Sapin, reconheceu que agiu de maneira inapropriada com uma jornalista em um fórum econômico de Davos no ano passado. Enquanto é bombardeado por críticas de sexismo, o político nega que tenha puxado a calcinha da repórter, como afirma um libro publicado por outros dois jornalistas franceses. No entanto, ele assume que fez comentários indiscretos à mulher e pôs a mão em suas costas na ocasião.

“Durante uma viagem a Davos em janeiro de 2015, em meio a 20 pessoas, fiz um comentário a uma jornalista sobre suas roupas e coloquei minha mão em suas costas”, disse Sapin em comunicado. “Não houve intenção agressiva ou sexual na minha conduta mas o mero fato de ter ofendido esta pessoa demonstra que estas palavras e este gesto eram inapropriados, e eu senti e sinto muito.”

O livro de Stéphanie Marteau e Aziz Zemouri relata que o ministro viu uma jornalista inclinada para pegar uma caneta e disse “ah, mas o que você tem aí?” enquanto puxava o elástico da sua calcinha, que vestia uma calça de cintura baixa. Sapin já havia negado a história anteriormente, chamando as acusações de inexatas e caluniosas.

Ao assumir o comportamento inapropriado, Sapin disse que a jornalista pediu imediatamente que eles conversassem a sós para demonstrar sua indignação contra ele. Após ouvir suas críticas, ele afirma ter pedido sinceras desculpas pelas suas ações.

Um dia após o deputado ecologista Denis Baupin ter sido acusado de perseguição e agressão sexual por oito mulheres, o ministro das Finanças voltou a desmentir os relatos. Enquanto o novo caso incita o debate sobre o machismo na França, Sapin afirmou que as circunstâncias atuais do caso Baupin o obrigam a fornecer as precisões necessárias com toda a transparência.

No entanto, o aliado do presidente François Hollande disse que os fatos não devem ser confundidos com a seriedade de um ato de assédio sexual. Ele disse que considera a luta contra todas as formas de depreciação, agressão ou brutalidade — das quais as mulheres são vítimas frequentes — essencial à sociedade atual.

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