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Mais de 26% dos jovens venezuelanos estão desempregados, dizem sindicatos

Da redação | 09/05/2016 10:20

CARACAS — Em um país mergulhado na crise econômica, os jovens venezuelanos enfrentam grandes desafios para entrar no mercado de trabalho. Uma estimativa recente das organizações sindicais locais indicam que o índice de desemprego chega a 26,5% na faixa etária de 15 a 30 anos. Nem mesmo um diploma universitário é garantia de trabalho para os jovens no cenário de dificuldades.

Segundo o jornal “El Nacional”, os dados destas organizações tomam como base outras cifras recentes que já revelavam o quadro inóspito aos trabalhadores que tentam se arriscar no primeiro emprego. Em dezembro de 2015, o Instituto Nacional de Estatística (INE) da Venezuela afirmou que a taxa de desocupação entre os jovens de 15 e 24 anos alcançava 14,7%.

Dentre os setores mais atingidos, está a construção civil — que costuma ser uma boa saída para a mão de obra jovem pouco qualificada ou com pouca experiência. No entanto, este ramo encontra-se com a taxa de desemprego entre 70% e 74% atualmente, segundo sindicatos de Caracas.

Para quem já conseguiu um diploma universitário, no entanto, a situação não parece muito mais fácil. Em entrevista ao “El Nacional”, alguns jovens relataram suas frustrações ao se verem obrigados a trabalhar fora do seu campo de especialidade ou a trocar de trabalhos com frequência.

— Estou trabalhando com um taxi porque não encontro trabalho na minha carreira, que fiz com muito sacrifício — disse Eduardo Martínez, de 25 anos, que há dois anos se formou em engenharia, à publicação venezuelana. — Comecei meus estudos com muitas expectativas de progresso pessoal. Não quero perder a esperança mas as portas se fecham pra mim e a situação parece mais difícil quando se vive com sua namorada, que também não consegue trabalho, na casa dos seus sogros.

Este é também o caso de Maryory Silva que, aos 24 anos, já trabalhou em diferentes ramos para se sustentar. Recentemente, conseguiu um contrato de seis meses em uma companhia seguradora, mas as expectativas de conseguir um emprego fixo na empresa são baixas, mesmo que faça um bom trabalho.

— Para me manter, estive no comércio informal e logo depois trabalhei como recepcionista em um consultório odontológico — disse Maryory ao “El Nacional”.

Segundo os sindicatos, o nível de desemprego geral chega a 12% na população venezuelana. Atualmente, o país vive uma profunda crise econômica — que se traduz, sobretudo, na inflação elevada e na escassez de produtos básicos e alimentos.

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