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Israel admite matar adolescente palestino inocente por engano

Da redação | 21/06/2016 10:40

TEL AVIV — Um adolescente palestino morto a tiros pelas tropas israelenses na madrugada era provavelmente apenas um inocente, admitiram autoridades locais. Inicialmente, o Exército afirmou que Mahmoud Badran, de 15 anos, participou de um ataque com pedras que feriu dois turistas. Mas, horas depois, voltou atrás e disse que o jovem estava apenas passando pelo local com a sua família sem cometer nenhuma ação agressiva.

No total, o Exército ainda feriu quatro pessoas que supostamente participavam do ataque com pedras e bombas incendiárias em uma estrada da Cisjordânia ocupada por onde circulam israelenses. Três deles estão em condições críticas de saúde.

— Segundo os primeiros elementos da investigação, parece que pedestres alheios aos incidentes foram atingidos por engano — disse um porta-voz do Exército israelense.

Autoridades justificaram a ação dos soldados de abrir fogo como uma medida para proteger motoristas de um perigo iminente. De acordo com a imprensa israelense, vários carros foram danificados e dois motoristas ficaram levemente feridos com as pedras e garrafas lançadas por palestinos.

Desde o início do atual ciclo de violência em Israel e nos territórios palestinos, morreram 209 palestinos, 32 israelenses, dois americanos, um eritreu e um sudanês. A maioria destes palestinos morreu em ataques com facas, armas de fogo ou lançando veículos contra israelenses.

Outros morreram em confrontos com as forças de segurança ou vítimas de ataques aéreos israelenses na Faixa de Gaza.

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