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Irã amplia Polícia da Moral e endurece repressão contra mulheres

Da redação | 20/04/2016 11:30

TEERÃ — O Irã lançou uma nova unidade da Polícia da Moral, criada para controlar ainda mais a maneira como as mulheres se vestem e se comportam pelas ruas. Atualmente, já existe uma unidade policial dedicada a este fim, integrada por agentes do sexo feminino que param e detêm iranianas cujo vestuário não esteja de acordo com os valores islâmicos.

O trabalho que estas agentes realizam, no entanto, parece não estar “sendo suficiente”, visto que o chefe da polícia de Teerã, Hossein Sajedina, anunciou o lançamento de uma nova Polícia da Moral. Ela será integrada por 7.000 novos guardas vestidos à paisana, o que dificultará as identificações por parte das mulheres.

Muitas jovens já evitam caminhar por determinadas zonas e pontos da cidade onde há presença dessas agentes. O uniforme destas policiais consiste em um xador preto — véu que cobre a cabeça e o corpo, mas não esconde o rosto.

Segundo Sajedina, os novos agentes verificarão se o véu está bem colocado e se elas não o tiram dentro do carro. Eles também verificarão direção perigosa e poluição sonora. Os novos policiais, porém, não terão o direito de prender mulheres que não estejam de acordo com as leis islâmicas. Eles deverão entrar em contato com as agentes femininas da unidade via mensagem de texto. Estas, por sua vez, irão tratar do caso e poderão prender “as infratoras”.

A medida, considerada um incremento à repressão contra as mulheres no país, é contrária à política de maior abertura e liberdade prometida pelo presidente Hassan Rouhani. Ela tem suscitado muitas críticas em redes sociais, que consideram a unidade uma nova forma de reprimir ainda mais a população feminina.

Ao contrário do Irã, a Arábia Saudita anunciou recentemente a redução das prerrogativas da polícia religiosa, que não poderá mais atuar contra os supostos ofensores da moral sem a intervenção de outras autoridades. As forças perdem o poder de realizar detenções, enquanto o governo pede que suas ações para garantir as leis islâmicas sejam mais gentis.

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