'Foi um ato de terror e ódio', diz Obama sobre ataque a boate gay

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, fez um comunicado sobre o tiroteio que deixou 50 mortos na boate gay de Orlando na madrugada deste domingo (12). “Sabemos o suficiente para afirmar que este foi um ato de terror e de ódio”, disse.

Ele disse que conversou com o prefeito de Orlando e lhe ofereceu condolências e ajuda. “Este é um dia triste para a comunidade LGBT”, afirmou.

“Nenhum ato de terror pode mudar o que somos”, disse o presidente. “Diante do ódio e da violência, nós vamos amar uns aos outros. Não vamos nos render ao medo e nos virarmos uns contra os outros”, disse.

Obama fala sobre ataque (Foto: reprodução/Reuters)

O ataque ocorreu por volta das 2h (3h no horário de Brasília) na boate Pulse. Quando a polícia chegou ao local, houve troca de tiros do lado de fora e o atirador voltou para dentro e fez reféns por algumas horas. Além das 50 mortes, 53 pessoas ficaram feridas.

O suspeito portava um fuzil AR-15 e uma arma de pequeno porte, além de um “dispositivo” não identificado implantado nele. Ele morreu durante a troca de tiros.

O número de mortos faz do ataque o mais fatal decorrente de tiroteio em massa na história recente dos EUA. O último com proporções comparáveis foi o massacre de 2007 na universidade Virginia Tech, que deixou 32 mortos, segundo a Reuters.

Obama disse que hoje é um dia especialmente devastador para a comunidade lésbica, gay, bissexual e transgênero. Ele lembrou que um ataque contra qualquer americano é um ataque contra todos, independentemente da raça, religião, etnia ou orientação sexual.

“O atirador mirou uma boate onde as pessoas vão com os amigos para dançar e cantar – para viver”, disse o presidente americano. “O lugar onde foram atacados é mais que uma boate. É um espaço de solidariedade e empoderamento, onde as pessoas vão juntas para falar o que pensam e defender seus direitos civis.”

Motivações não estão claras
O presidente norte-americano disse que o FBIinvestiga o tiroteio como terrorismo, mas afirmou que as motivações do atirador ainda não estão claras. A polícia procura saber se ele tinha ligação com alguma organização extremista.

A mídia americana divulgou a identidade do atirador como Omar Saddiqui Mateen, mas a polícia ainda não confirmou a informação.

Uma conta no Twitter de um grupo afiliado ao Estado Islâmico (EI) postou uma foto que seria dele, mas a organização terrorista não reivindicou oficialmente o ataque. Citando “vários oficiais da lei”, a rede “NBC” diz que Mateen ligou para o telefone de emergência (911) logo antes do ataque para alegar que jurou fidelidade ao EI.

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