Favorita, Keiko Fujimori pode ser excluída de disputa ao governo do Peru

LIMA — O tribunal eleitoral peruano decidirá nos próximos três dias se a favorita na corrida presidencial, Keiko Fujimori, poderá continuar na disputa. Acusada de quebrar ao lei por ter entregado dinheiro em ações proselitistas, a filha do ex-presidente Alberto Fujimori vê sua permissão para concorrer à votação em risco mais uma vez a apenas dez dias das eleições.

Nesta quarta-feira, o tribunal ouviu as bancadas de defesa e de acusação no caso de Keiko e, agora, deverá decidir se ratifica ou revoga o seu primeiro parecer. Em decisão anterior, a Justiça negou que ela houvesse cometido qualquer infração em uma decisão anterior.

— As provas são suficientes para revogar a decisão e excluir Keiko Fujimori — disse o congressista Heriberto Benítez durante a apelação da decisão do tribunal eleitoral de Lima. — Todos são iguais, não pode haver conduta proibida.

Se Keiko for excluída da disputa, o seu partido poderá apelar em caráter extraordinário dentro de 24 horas, tendo em vista a alta pressão dos dias anteriores à votação presidencial. Na audiência desta quarta-feira, a acusação voltou a dizer que a candidata participou de uma premiação realizada em um evento para apoiadores.

— A acusação mostra fotos e vídeos pouco claros e antigos. Não são adequados e não mostram a violação da lei — replicou o congressista Pedro Spadaro, defensor de Kenko.

Favorita nas pesquisas de opinião com pouco mais de 30% ds intenções de voto, Keiko é considerada favorável ao livre mercado e ao investimento privado. Em 2011, ela disputou a Presidência do país contra o presidente Ollanta Humala e perdeu no segundo turno.

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