Farhid Tahi, 16 Perseguido por Imagens do Iraque

Berlim A conquista de Mossul, há dois anos, pelo Estado Islâmico, encerrou com súbita brutalidade a infância do curdo iraquiano Farhid Tahi, hoje com 16 anos. Seu pai, um peshmerga (combatente curdo), morreu defendendo a cidade. A mãe foi sequestrada e assassinada, como milhares de mulheres vítimas do ódio do EI.

Farhid deixou tudo e partiu para a Alemanha. Ele não sabe direito como o pai morreu, mas as imagens das execuções do grupo que costumam ser divulgadas pela internet o perseguem.

Com medo de ser identificado pelo EI, por ainda ter um irmão e um primo em Mossul, Farhid resiste a ser fotografado, mas acaba cedendo. Ele também não gosta de falar sobre os últimos meses em sua cidade.

— Se pudesse, apagaria da minha memória todos os episódios depois que a guerra começou.

O relacionamento com os outros três adolescentes que vivem no lar da ONG Kompaxx, em Spandau, um bairro com floresta e lagos no norte de Berlim, é de amizade, mas marcada por uma certa distância. Indagado sobre os seus planos para o futuro, Farhid diz apenas:

— Eu quero trabalhar!

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