Ex-funcionário kirchnerista é preso escondendo dinheiro e joias em mosteiro

BUENOS AIRES — O ex-secretário de Obras Públicas do governo Cristina Kirchner (2007-2015) e atual deputado do Parlamento do Mercosul, José Francisco López, foi detido nesta terça-feira, quando tentava esconder pelo menos quatro malas com dólares, euros e joias num mosteiro da cidade de General Rodriguez, na província de Buenos Aires. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, López, que foi braço-direito do ex-ministro do Planejamento kirchnerista Julio de Vido (mencionado em investigações da Lava Jato), foi preso graças a uma denúncia telefônica de moradores do lugar.

A prisão foi considerada “cinematográfica” pela Casa Rosada.

— Agora ele deverá dar explicações à Justiça — declarou o chefe de Gabinete, Marcos Peña.

Já o prefeito de General Rodriguez, Dario Kubar, disse que os moradores da pequena cidade na província de Buenos Aires ficaram escandalizados com a presença do ex-funcionário e sua manobra para tentar esconder dinheiro e joias num mosteiro. López está sendo investigado em vários processos sobre suposta corrupção e, de acordo com a mídia local, temia uma inspeção judicial em sua casa.

— López foi um colaborador direto do ex-presidente Néstor Kirchner (2003-2007) — disse a deputada do Parlasul Mariana Zuvic, uma das principais denunciantes sobre casos de corrupção na era kirchnerista.

Segundo ela, “grande parte desse dinheiro vem da obra pública, principalmente na província de Santa Cruz”.

— Ainda existe muito dinheiro a ser encontrado — enfatizou a deputada.

Mês passado, o promotor Guillermo Marijuán, encarregado de investigar a chamada “rota do dinheiro K” realizou várias inspeções em Santa Cruz, em propriedades do empresário Lázaro Báez, sócio da família Kirchner e preso há quase dois meses.

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