Estado Islâmico expulsa tropas sírias da província de Raqqa

RIO — O Estado Islâmico expulsou nesta segunda-feira as tropas sírias da província de Raqqa, no Norte do país. Os jihadistas retomaram a região após uma ofensiva lançada pelo regime de Bashar al-Assad no início do mês, deixando 40 soldados mortos. A cidade de Raqqa, capital da província, é também considerada a capital do grupo extremista na Síria.

Segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH), forças de segurança conseguiram avançar 20 quilômetros na província antes de serem expulsas pelos extremistas. Após se aproximarem do aeroporto da cidade de Tabqa, controlado pelos extremistas, os combatentes pró-governo foram forçados a recuar nesta segunda-feira.

De acordo com a ONG, o Estado Islâmico enviou centenas de reforços para defender a cidade de Tabqa, às margens do rio Eufrates. Os jihadistas mantinham uma forte resistência no local, atacado desde o início do mês pelas forças do regime apoiadas pela aviação russa.

A contra-ofensiva desta segunda-feira tinha o objetivo também de afrouxar o cerco ao reduto de Minbej, também ao Norte da Síria.. A operação resultou na recuperação pelos jihadistas de duas aldeias controladas por forças árabe-curdas apoiadas pelos Estados Unidos.

Segundo o OSDH, o EI enviou um pequeno grupo de combatentes, incluindo um que dirigia um carro-bomba, para duas aldeias e três vilarejos ao sul de sua fortaleza sitiada pelas Forças Democráticas da Síria (FDS). Estas aldeias haviam sido recuperadas recentemente pela aliança árabe-curda, que lançou uma ofensiva em 31 de maio.

Segundo o OSDH, os jihadistas têm executado habitantes locais do Minjeb. Os confrontos desta segunda-feira, em que a coalizão liderada pelos Estados Unidos realizou ataques aéreos, terminou com a morte de 42 extremistas e de cinco membros das FDS.

Desde 2011, a guerra civil síria já matou mais de 280 mil pessoas. Além disso, obrigou milhões de sírios a abandonarem seus lares para buscar abrigo em locais mais seguros — incluindo em países vizinhos ou europeus, desencadeando a maior crise migratória na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.

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