Enchente histórica de 1910 afetou Paris por meses

PARIS – A enchente no Rio Sena de 1910 foi a maior catástrofe natural do século XX em Paris. A inundação na capital francesa e nos arredores deixou cinco mortos. As fotografias mostram ruas cheias de água e grandes jardins transformados em lagos.

Em sete dias, o rio variou entre os 4 metros de profundidade e o seu máximo histórico: 8,62 metros, atingidos em 28 de janeiro. Na periferia, a água tomou fábricas e armazéns. Da noite para o dia, milhares de trabalhadores ficaram sem suas fontes de renda.

No total, mais de 14 mil edifícios foram afetados em toda a capital. Os danos equivaleriam, hoje, a 380 milhões de euros. Nem mesmo os porões do Palácio Bourbon, sede da Assembleia Nacional, escaparam.

No centro de Paris, a enchente atual ainda está longe disso. A estátua usada como referência para medir o nível do Sena, o Zuavo, na Ponte de Alma, tinha ontem a água na altura do quadril. Em 1910, a água chegava aos ombros.

Na inundação histórica, o Sena só recuperou seu curso em 15 de março. O metrô foi reaberto em abril. Animais foram transferidos a uma área distante — uma operação que resultou na morte de uma girafa, o mascote dos parisienses. E, só após mais algumas semanas, a vida na cidade voltou ao normal.

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