Empresário argentino sofreu edema pulmonar, diz promotor

BUENOS AIRES — O promotor argentino Santiago Vismara disse que Horacio Quiroga, um ex-diretor de duas empresas de Lázaro Báez, teria morrido de edema pulmonar, de acordo com os primeiros resultados da autópsia. Quiroga foi o primeiro a denunciar irregularidades na relação do empresário com os governos Kirchner.

Segundo Vismara, apesar de os primeiros indícios apontarem para uma morte de causa natural, nenhuma hipótese será descartada até que todas as informações tenham sido colhidas e cheguem os resultados de mais exames.

Quiroga, de 65 anos, foi encontrado morto pelo filho de 10 anos no banheiro de sua casa em Buenos Aires na última terça-feira. A princípio se pensou que ele teria morrido após bater com a cabeça na banheira.

Mas segundo o promotor, um edema pulmonar agudo teria levado à parada cardiorrespiratória, mas não se sabe ainda o que teria provocado o problema. De acordo com Vismara, Quiroga sofria de problemas respiratórios.

— Não temos elementos para falar de uma terceira pessoa na casa — disse o promotor em entrevista a uma rádio argentina nesta quarta-feira.

Em 2013, Quiroga revelou que Kirchner enviava dinheiro a Báez para a exploração de petróleo na região do Sul argentina. Ele chegou a dizer que um assessor de confiança do presidente foi o responsável por transações financeiras ilegais envolvendo US$ 7 milhões. Na época, Quiroga disse à deputada Elisa Carrió que temia por sua vida.

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