Em dois dias, Itália resgata 4 mil imigrantes no canal da Sicília

ROMA — Em apenas 48 horas, a guarda costeira italiana resgatou 4 mil pessoas no canal da Sicília, ao sul da Itália, informaram autoridades do país nesta terça-feira. Os imigrantes e refugiados que viajavam em botes de pneumáticos receberam a ajuda de 25 operações na costa mediterrânea desde a última segunda-feira. Não há registros de pessoas mortas após os resgates.

A chegada de um número tão elevado de imigrantes confirma a previsão de uma nova onda migratória com o fim do inverno europeu. Este é o mais recente episódio da crise de refugiados que atinge o continente desde o ano passado e eleva as tensões políticas e sociais entre as nações europeias.

Segundo as Nações Unidas, quase 20 mil pessoas desembarcaram por vias marítimas na Italia desde o início do ano. Na Grécia, o índice sobre a 153 mil imigrantes nos últimos quatro meses. Neste período, mais de 700 pessoas morreram ou desaparecerem no Mediterrâneo.

Nesta terça-feira, a Austria iniciou a preparar o terreni para a construção de uma barreira para impedir a entrada de imigrantes pela fronteira com a Itália. A medida gera indignação, sobretudo, entre os italianos. Com o fechamento das fronteiras na rota dos Bálcãs, autoridades austríacas esperam que a chegada de imigrantes pela costa italiana quase dobre — chegando a 300 mil pessoas neste ano.

No sábado, o papa Francisco viajará à ilha grega de Lesbos, que é a principal porta de entrada dos refugiados que fogem dos conflitos no Oriente Médio, na África e na Ásia à Europa. Em sinal de solidariedade, o pontífice quer dar voz aos refugiados que tentam sobreviver à fome, à pobreza e às guerras.

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