De olho em Nova York, Sanders e Hillary trocam acusações em debate

NOVA YORK – De olho na conquista da maior parte dos delegados no segundo estado mais importante em votos para a corrida presidencial americana, os democratas Hillary Clinton e Bernie Sanders trocaram acusações para tentar fortalecer as próprias campanhas. Reunidos pela CNN no Brooklyn, a ex-secretária de Estado e o senador se criticaram em uma série de assuntos.

O debate começou com Sanders reconhecendo que Hillary tem experiência para ser presidente, mas que questiona as qualificações dela por uma série de decisões de política externa e suas relações com o sistema financeiro do país.

— Questiono seu julgamento pela guerra no Iraque, pelos votos a todo acordo comercial desastroso, seu desejo por supercomitês de arrecadação — disse.

Hillary retrucou:

— Fale de julgamento quando temos como referência a recente entrevista do senador ao “New York Daily News”, onde ele demonstrou dificuldade até em responder seus assuntos-chave, como quebrar bancos.

O que se seguiu foi uma série de acusações mútuas. Sanders afirmou que Hillary se beneficiou como pessoa privada de suas boas relações com bancos e corporações de Wall Street. Ela afirmou que Sanders não tinha convicção de suas propostas e que ele está “atacando o presidente Barack Obama” por criticar propostas próximas ao establishment democrata.

Segundo pesquisas divulgadas nesta terça-feira, Clinton tem 13 pontos de vantagem sobre Sanders em Nova York, mas esta diferença já foi muito maior. Sanders criticou duramente a ex-senadora por Nova York por suas ligações com Wall Street e seu apoio a acordos comerciais que tiraram “milhões de empregos” dos americanos. Ela, em resposta, disse que Sanders não conseguirá seguir suas propostas “utópicas” de quebrar bancos.

Depois da Califórnia, o estado de Nova York é o que mais concede delegados à convenção democrata: 291. No momento, com o apoio somado de superdelegados, Hillary soma 1.790 delegados, contra 1.113 de Sanders. São necessários 2.383 para se obter à indicação na convenção democrata para as eleições de novembro nos Estados Unidos.

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