Combatentes jihadistas no território líbio dobram em um ano

WASHINGTON — O número de combatentes do Estado Islâmico dobrou durante o último ano na Líbia, chegando a 6 mil jihadistas no país, disseram autoridades americanas nesta quinta-feira. Enquanto isso, grupos armados líbios já obtiveram alguns sucessos na tentativa de conter o crescimento dos extremistas em algumas regiões.

Com o fortalecimento da presença dos jihadistas, a Líbia se torna o terceiro país em que o grupo militante opera — ficando apenas atrás do Iraque e da Síria, segundo autoridades americanas. Os Estados Unidos, no entanto, aguardam a consolidação de um governo nacional para reforçar a assistência militar ao país.

Nos últimos meses, Washington conduziu dois ataques aéreos ao território líbio mirando combatentes jihadistas. Segundo o comandante dos EUA para a África, David Rodriguez, é possível que o país se torne mais atuante na Líbia enquanto o governo apoiado pelas Nações Unidas ganha força em Trípoli.

A esperança do governo americano e dos seus aliados é que o governo de unidade nacional líbia seja capaz de unir as facções rivais pelo fim do caos político que toma o país, que facilitou a expansão local do Estado Islâmico. A nova liderança reconhecida internacionalmente poderá se tornar um parceiro dos países que combatem os jihadistas.

Os Estados Unidos, a França e outros países europues já enviaram forças de operação especiais para trabalhar ao lado das autoridades líbias na luta contra o Estado Islâmico. Em fevereiro, mais de 40 combatentes morreram em um ataque aéreo a um campo de treinamento na área rural da Líbia. No último mês de novembro, um ataque americano ao território líbio matou o líder jihadista Abu Nabil — antigo membro da al-Qaeda e um dos principais representantes do Estado Islâmico na Líbia.

Segundo Rodriguez, o combate aos extremistas teve sucesso em algumas partes do país mas, em outras regiões, não é tão expressivo. No entanto, em sua opinião, a resistência de grupos armados líbios será um desafio para que os jihadistas se tornem uma ameaça tão grande no país quanto na Síria ou no Iraque.

— (O combate ao Estado Islâmico) é desigual e inconsistente ao longo da fronteira — disse Rodriguez em entrevista no Pentágono. — Nós teremos que ver como a situação se desenvolve, mas eles contestam o crescimento do Estado Islâmico em diveras áreas da Líbia, não em todo o país.

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