Colômbia quer chegar a acordo com as Farc ‘o mais rápido possível’

BOGOTÁ — O governo colombiano e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) querem chegar a um acordo de paz “o mais rápido possível”, disse o presidente Juan Manuel Santos, em uma entrevista publicada este domingo no jornal “El País”. Ambas as partes pareciam ter abandonado uma tentativa de tratado, que deveria ser firmado até o próximo dia 23.

Santos afirma que “estamos fazendo um grande esforço, lado a lado, para terminar (os trabalhos) até o dia 23”, mas reiterou suas declarações da última quarta-feira, quando afirmou que não cumpriria o prazo “fazendo um mal acordo”.

A entrevista foi realizada na última quinta-feira, um dia depois de Santos admitir uma provável extensão dos diálogos iniciados em novembro de 2012 em Havana.

“Já chegamos a acordos sobre o desenvolvimento rural, a participação política, o narcotráfico e, o mais importante, as vítimas. Mas faltam a desmobilização, o desarmamento e a reintegração destas pessoas à vida civil”, explicou ao “El País”.

Para aqueles que temem que os guerrilheiros não pagarão por suas ações, Santos insistiu que governo e guerrilheiros “concordaram em submeter-se a uma Justiça de transição, que deve ser mais flexível do que a normal”:

“Mas os crimes de lesa-humanidade serão julgados, condenados e sancionados”, assegurou.

Santos admite que entrou neste processo “com um alto grau de ceticismo”, mas hoje está “absolutamente convencido de que eles estão determinados a fazer a paz”, especialmente quando os guerrilheiros marxistas aprovaram que as Nações Unidas supervisionassem seu desarmamento.

“Sinto que fiz o correto”, acrescentou, convencido de que o referendo previsto endossará os acordos bem-sucedidos.

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