Chances para Sanders, Cruz e Kasich ficam cada vez mais estreitas

WASHINGTON — Após quatro novas vitórias nas primárias de terça-feira, Hillary Clinton ampliou sua vantagem na disputa pela nomeação democrata — e, com isso, dificultou o avanço do seu rival de partido, o senador Bernie Sanders, pouco antes do fim das prévias. Do lado republicano, a situação não é muito diferente: Donald Trump recentemente conquistou um número expressivo de delegados. As vitórias do magnata reduzem as chances de outros membros do partido e vêm como uma nova derrota constrangedora, sobretudo, para o senador Ted Cruz.

Na última terça-feira, Sanders venceu apenas a votação de Rhode Island e, com isso, ficou com uma pequena fração dos delegados conquistados por Hillary. A pré-candidata, por sua vez, conquistou os estados de Pennsylvania, Maryland, Connecticut e Delaware — impulsionada pela sua recente e importante vitória em Nova York.

Embora ainda não tenha sido eliminado matematicamente na disputa, o senador de Vermont fica em ampla desvantagem na comparação com a sua rival. A derrota entre os eleitores nova-iorquinos foi um desapontamento aos seus assessores, que apostavam em uma possível vitória em um dos estados mais importantes do país. No entanto, sua equipe afirma que ele não desistirá da corrida à Casa Branca.

“As pessoas de cada estado deste país devem ter o direito de determinar quem elas querem para presidente e qual deveria ser a pauta do Partido Democrata”, disse Sanders em comunicado. “É por isso que estamos nesta disputa até que o último voto seja depositado”.

TENSÃO REPUBLICANA

Enquanto isso, Clinton vê suas chances de declarar vitória dentro do partido cada vez mais próximas. Mas, neste caso, a democrata ainda enfrentará o desafio de adaptar sua campanha à disputa acirrada contra o republicano Donald Trump.

O magnata também conquistou cinco importantes vitórias na última terça-feira, totalizando 949 delegados: Connecticut, Delaware, Maryland, Pennsylvania e Rhode Island. E, apesar das primárias ainda por vir, ele já canta vitória na disputa republicana.

Com isso, já não há mais chances de os republicanos Ted Cruz ou John Kasich conquistarem os 1.237 delegados necessários para garantir a nomeação pelo partido. Após três derrotas com ampla desvantagem em relação ao empresário bilionário, Cruz mantém agora 544 delegados e Kasich fica atrás com 153.

Os pré-candidatos republicanos, no entanto, se unem contra o magnata. No domingo, Kasich e Cruz anunciaram um acordo extraordinário para unificar o voto anti-Trump. Eles tentam evitar que o magnata consiga os delegados necessários para alcançar de forma automática a indicação do partido.

Em comunicado, a campanha de Cruz informou que ele irá focar em Indiana e dar a Kasich espaço em Oregon e Novo México, estados onde o governador de Ohio espera ter um bom resultado. Kasich, em troca, concordou em seguir para o Oeste e ficar longe de Indiana. A primária de Indiana é em 3 de maio, enquanto a de Oregon é em 17 de maio e no Novo México, em 7 de junho.

Também em nota, o bilionário chamou o acordo entre os pré-candidatos de um ato desesperado e disse que seus rivais estão se unindo de uma forma que seria ilegal em outras áreas. Trump afirmou ainda que Cruz e Kasich estão “matematicamente mortos” e não poderiam conseguir delegados suficientes para selar a indicação antes da convenção do partido, em julho.

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