Chanceler venezuelana e Morales criticam Almagro

CARACAS – O Ministério das Relações Exteriores da Venezuela e o presidente da Bolívia, Evo Morales, criticaram a convocação, por parte do secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, de uma “sessão urgente” do Conselho Permanente da instituição para discutir a aplicação da Carta Democrática Interamericana.

A chanceler venezuelana, Delcy Rodriguez, afirmou nesta quarta-feira que Almagro estaria agindo de forma fraudulenta, porque a Carta não pode ser usada se não houver ruptura da ordem constitucional de um país, com o documento servindo justamente para garantir a democracia.

Delcy acusou o secretário-geral de estar a serviço de Washington em uma campanha de assédio à Venezuela. Ela ainda declarou que seu país passa por circunstâncias criadas artificialmente para provocar uma intervenção.

Almagro invocou a Carta na última terça-feira para convocar o Conselho Permanente da OEA para discutir a situação na Venezuela, que vive uma grave crise política e econômica.

O presidente da Bolívia, um tradicional aliado da Venezuela, usou as redes sociais para se manifestar contra o posicionamento de Almagro e condenar a convocação da reunião do órgão regional.

“Irmão Almagro, não seja um instrumento de intervencionismo no povo revolucionário da Venezuela”, escreveu Morales na sua conta do Twitter. “A dignidade, soberania e autodeterminação dos países da CELAC (Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos) são defendidas e não vendidas, irmão Luis Almagro” afirmou em outra postagem.

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