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Candidata promete ‘revolução da normalidade’ em Roma

Da redação | 18/04/2016 11:00

ROMA Até alguns meses atrás, a ex-advogada Virginia Raggi não era muito conhecida pelos romanos, com apenas um curto mandato como vereadora, entre 2013 e 2015, no currículo. Apesar de pertencer ao eurocético Movimento Cinco Estrelas (M5E), liderado pelo comediante Beppe Grillo — visto com desconfiança por seu estilo agressivo e histriônico — ela despontou como favorita para a prefeitura de Roma, se apoiando em uma plataforma simples e propondo uma “revolução da normalidade”.

Virginia representa uma imagem mais suave do partido e pode se tornar a primeira mulher a administrar a capital italiana. Ela promete dar fim ao acúmulo de lixo nas ruas, aos estacionamentos ilegais e à falta de controle nos transportes públicos. Em seus pronunciamentos, dedica atenção a problemas aparentemente simples, mas que se espalham pela cidade como os buracos no asfalto e uma recente invasão de ratazanas. No entanto, está ciente de que enfrentará um legado de corrupção e má gestão, que fizeram de Roma um dos locais onde o crime organizado atua mais amplamente na Itália. E prega um aumento na transparência.

— Há muitas pessoas aqui que querem trabalhar honestamente — diz.

Casada, e mãe de um menino de 6 anos, Virginia, de 37 anos, também enfrentou o machismo da sociedade italiana, que lhe rendeu o apelido de “sexygrillina” (em alusão ao líder de seu partido), e críticas pela minissaia que vestiu durante uma entrevista ao canal SkyTg24. Outro ponto polêmico foi seu passado como estagiária no escritório de Cesare Previti, ex-ministro da Defesa, condenado à prisão.

— Se um advogado que defende um criminoso também é um criminoso, me pergunto se um médico que trate de um mafioso também seria um mafioso — rebateu.

Os prefeitos de Roma têm a consciência de que a cidade abriga o Estado do Vaticano, o que praticamente os obriga a manter boas relações com a Igreja Católica. Embora tenha elogios ao Papa, Virgina já declarou sua intenção de dar fim aos privilégios fiscais que algumas propriedades eclesiásticas mantêm. E já se manifestou contrária à realização dos Jogos Olímpicos de 2024 na cidade, afirmando tratar-se de “uma chance para o desperdício e a corrupção”, e “algo em que Roma pode pensar no futuro, quando esteja saneada”.

Questionada sobre o primeiro-ministro, Matteo Renzi, ela não poupou críticas:

— Ele trabalha para os bancos, e não para os cidadãos.

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