Ataques a blogueiros laicos e minorias religiosas são frequentes em Bangladesh

DACA — O ataque ao restaurante em Daca, capital do Bangladesh, aconteceu no mesmo dia em que um sacerdote hindu foi assassinado no distrito de Jhenaidah, no Sudoeste do país, de acordo com a polícia local.

O incidente faz parte de uma onda de assassinatos, que começou em 2013, e que atinge escritores e blogueiros laicos, professores e membros de minorias religiosas como os hindus, cristãos e budistas. A autoria dos ataques foi atribuída à militantes islâmicos e parecem ter como objetivo silenciar os críticos da religião.

O país, que conta com cerca de 150 milhões de muçulmanos, vem tentando evitar o tipo de radicalismo que assola outras partes do mundo. O governo fez ações nacionais de repressão e prendeu de mais de 14 mil pessoas.

Em 2014, a escritora Avijit Roy, de descendência americana, foi assassinada nos arredores da feira anual de livros de Daca. Em abril, um conhecido líder LGBT do país e um amigo foram mortos. Naquele mesmo mês, em apenas dois dias foram registrados três homicídios na capital, o que intensificou o medo da crescente violência no país.

Os ataques levantaram o debate sobre a participação do Estado Islâmico, que reivindicou alguns dos ataques nas redes sociais. Mas o governo do Bangladesh negou a presença do grupo no país. Outras ações foram atribuídas a grupos islâmicos locais.

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