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Ataque do EI destrói unidade militar russa em Palmira, diz agência

Da redação | 24/05/2016 13:50

WASHINGTON — Imagens de satélite reveladas pela agência de inteligência Stratfor indicam que ataques a uma base russa perto da cidade síria de Palmira destruíram grande parte do aparato militar montado. Quatro helicópteros e 20 caminhões teriam sido destruídos na semana passada, indica a companhia.

O caso foi apontado pela primeira vez por uma agência de notícias ligada ao EI, a Amaq. No mesmo dia, o grupo terrorista publicou imagens de seus combatentes lançando foguetes contra a base, conhecida como T4. As imagens mostram um cenário de destruição no dia 17.

— As imagens mostram que não se trata de uma explosão acidental. São várias fontes de explosões no aeroporto. Uma unidade de helicópteros inteira foi destruída, assim como houve danos a alguns aviões sírios no local — disse o analista Sim Tack, da Stratfor.

O EI não reivindicou oficialmente a autoria do ataque, e a Rússia manteve silêncio até o momento. O Ministério da Defesa limitou-se a dizer que “não houve perdas de pessoal”.

Neste mês, a Rússia começou a construir um acampamento militar dentro da zona onde fica a cidade síria de Palmira, considerada patrimônio mundial da Humanidade pela Unesco, de onde militantes do Estado Islâmico foram retirados por forças favoráveis ao governo. O Exército da Rússia descreveu o campo como “temporário”, afirmando que suas poucas unidades habitacionais estavam sendo usadas por especialistas em explosivos que removiam minas deixadaspor militantes, e que o governo da Síria havia aprovado a sua construção.

Maamoun Abdulkarim, chefe do departamento de Antiguidades e Museus da Síria, afirmou à Associated Press que os russos construíram um pequeno quartel que inclui escritórios e clínicas. Ele disse que sua organização não recebeu pedido de permissão, mas acrescentou que a presença de tropas russas e sírias é importante para que a cidade continue nas mãos do governo.

— Nos recusaríamos a dar permissão até mesmo para a construção de um quartinho dentro desse lugar histórico, seja para o Exército sírio, russo ou qualquer outro — disse ele, por telefone, de Damasco. — Nós nunca daríamos essa permissão porque isso violaria a lei da arqueologia.

O major General Igor Konashenkov, porta-voz do Ministério da Defesa da Rússia, disse que as autoridades sírias autorizaram a construção.

— O desenvolvimento deste campo temporário até o fim do processo de retiragem de minas foi combinado com o Ministério da Cultura e outras agências sírias — disse ele, em nota. — Além dos módulos de habitação, há também um hospital providenciando assistência médica para a população local e para o campo, além de alimentos.

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