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Assassino norueguês Breivik faz saudação nazista em tribunal

Da redação | 15/03/2016 10:10

OSLO — O norueguês Anders Behring Breivik — militante de ultradireita que assassinou 77 pessoas na Noruega em 2011 — fez a saudação nazista frente a um tribunal nesta terça-feira. Em sua primeira aparição pública desde que foi preso, ele direcionou o gesto à imprensa logo ao entrar em um julgamento realizado no ginásio da prisão onde permanece há quatro anos.

O objetivo da ocasião é deliberar uma resposta à demanda apresentada pelo condenado contra o Estado por conta das suas condições de detenção. Em seu discurso de abertura, o advogado de Breivik disse que as punições aplicadas ao criminoso têm sido piores do que a pena de morte — proibída pela legislação da Noruega.

Em 2011, o norueguês matou 69 pessoas a tiros em um acampamento da juventude socialista na ilha de Utoya. A maioria das vítimas era de adolescentes. Além disso, outras oito pessoas morreram quando o homem autodeclarado “nacional-socialista” detonou uma bomba perto da sede do governo em Oslo.

No ano seguinte, Breivik foi condenado a 21 anos de prisão. A pena pode ser prolongada se a Justiça considerar que o homem continua a representar um perigo à sociedade.

VIOLAÇÃO OU PROTEÇÃO?

Hoje com 37 anos, Breivik acusa o Estado norueguês de violar a Convenção Europeia de Direitos Humanos com as suas condições de detenção. O tratado internacional proíbe o tratamento desumano ou degradante, além de garantir o direito ao respeito da vida privada e à correspondência.

O norueguês é o único detento na ala de segurança máxima da prisão de Skienm no sul do país. Segundo autoridades, sua correspondência é controlada para evitar que ele monte uma rede extremista.

Praticamente todos os seus visitantes são profissionais que permanecem separados do criminoso por um vidro. Segundo o advogado de Breivik, apenas a sua mãe teve autorização para visitá-lo sem a barreira.

A Procuradoria Geral da Noruega insiste que as condições de prisão do criminoso estão dentro dos limites permitidos pela legislação internacional. A audiência deverá seguir até a próxima sexta-feira para definir se as restrições impostas ao criminoso serão aliviadas.

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