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‘Aqui jaz Donald Trump’: lápide no Central Park pede reflexão do magnata

Da redação | 12/05/2016 05:20

NOVA YORK – Ela surgiu no Central Park antes do amanhecer de domingo, tornando-se instantaneamente uma atração antes de ser rapidamente retirada por uma equipe de funcionários do parque.

Era uma lápide de 190 quilos de mármore de Vermont, que se adequaria perfeitamente em qualquer um dos cemitérios da cidade. Mas estava lá, no Sheep Meadow, gravada com o nome de um homem bastante vivo.

“TRUMP”, dizia a lápide no alto, e “Donald J.” estava escrito embaixo. A data de nascimento dizia 1946, enquanto a data de falecimento estava em branco. Na base, um epitáfio: “Fez os EUA odiarem novamente”.

“Isso é mórbido, mas é hilário”, comentou um internauta no Instagram. “Esse era meu pai”, comentou outro.

Frank Cassara, de 70 anos, filho e neto de comerciantes de monumentos em South Slope, no Brooklyn, viu a lápide no noticiário e disse cinco palavras. Três delas eram publicáveis: “Eu não acredito”. Seu filho, Michael, disse três, e duas delas eram “Que idiota”.

Eles conheciam bem a lápide. Eles a construíram.

As notícias — relatos de uma diabrura bizarra e elaborada — sumiram tão rapidamente como apareceram. Mas, nos bastidores, a lápide foi motivo de preocupações. Seria uma ameaça à vida do candidato? Recentemente alguém enviou um misterioso pó branco ao filho de Trump e Manhattan, e mais pacotes semelhantes foram mandados à Trump Tower. O Serviço Secreto e membros do departamento de contraterrorismo da polícia começaram uma investigação.

Eles examinaram o mármore em busca de digitais — e não encontraram nada. Revisaram gravações das câmeras de segurança e viram que uma caminhonete entrou no parque após a meia-noite.

— Vimos um grupo descarregando algo da caminhonete — afirmou o policial Donald Sadowy, que lamentou o fato da placa do automóvel não conseguir ser identificada.

A polícia então contactou a Tavern on the Green e outros restaurantes do parque para saber se algum deles teria recebido alguma encomenda no horário. Não foi o caso.

Dias mais tarde, no dia 2 de abril, uma solução para o caso surgiu no website Gothamist, que publicou uma entrevista com um artista anônimo afirmando ser no responsável por colocar a lápide no parque. A matéria no site incluía fotos do monumento, incluindo uma anterior às gravações no mármore, no que parecia ser um ateliê, ao lado outros modelos sobre um chão de azulejos arranhados.

Quantas lojas na cidade fabricam lápides?

Sadowy e o sargento David Cuce decidiram visitar uma loja escolhida aleatoriamente para buscar pistas sobre o misterioso ateliê. No dia 4 de abril foram à Supreme Memorials, no Brooklyn, aberta há 65 anos, e forma recepcionados por Michael Cassara.

— Honestamente, fomos pegos de surpresa — conta Sadowy.

Os policiais mostraram as fotos a Cassara, que admitiu ter construído a lápide meses antes, seguindo as especificações de um jovem cliente, bastante diferente dos tradicionais enlutados que enterram seus entes queridos.

— Era um moderninho — afirmou Cassara. — Ele não nos deu os detalhes até que tivéssemos nos encontrado algumas vezes.

Cassara diz que não se assustou ao ouvir o nome que o cliente queria na lápide.

— Lido bastante com esses artistas, faço muitas coisas loucas. Várias peças são usadas em filmes e peças. Já me pediram lápides com o nome do Michael Jackson.

A família não revela o preço da obra, mas outros profissionais do ramo avaliam a lápide em cerca de US$ 2.450. Cassara não foi indiciado.

— Ele não sabia o destino final da lápide — afirma Sadowy.

Com o nome do cliente e imagens das câmeras de segurança que mostravam Cassara colocando a lápide em uma caminhonete, os policiais ligaram para a companhia cujo nome estava no automóvel e e descobriram que o mesmo homem havia alugado os serviços da caminhonete.

Na última segunda-feira, o homem, identificado como Brian A. Whitely, de 33 anos, recebeu uma visita dos policiais. Ele não foi indiciado e declinou de qualquer oportunidade de falar com a imprensa. Mas em uma entrevista intermediada por seu relações públicas, Whitely afirmou ao “New York Times” que estava “tentando lembrar Donald do legado que ele está deixando”.

“E, ao deixar a data de óbito em aberto, queria mostrar que ainda há tempo apar que ele mude”.

A campanha de Trump não quis comentar sobre a lápide, e não há qualquer razão para crer que Trump, mesmo vivendo a alguns quarteirões de distância, tenha visto o monumento. Na verdade, ele dificilmente o verá: a lápide por enquanto está em um depósito da polícia no Bronx.

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