Ex-Policial preso por 30 homicídios saía de cela para matar com a autorização de guardas

Ex policial Francisco Marques

Desde março de 2015, costumava sair da unidade prisional, com a autorização dos guardas, para matar.

A Polícia teve que transferir para o Comando de Policiamento Militar (CPM), no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul o ex-policial militar, Francisco Marques Reis, 50, , conhecido como “Max”. Envolvido com um grupo de extermínio em Manaus e apontado como autor de mais de 30 assassinatos, todos encomendados por traficantes, teve que ser transferido para o Comando de Policiamento Militar (CPM), no bairro Praça 14 de Janeiro, Zona Sul.

Mesmo preso no Batalhão de Guarda da PM, localizado no bairro Monte das Oliveiras, Zona Norte, desde março de 2015, costumava sair da unidade prisional, com a autorização dos guardas, para matar. Após a Polícia Civil descobrir que “Max” saía da cadeia para praticar o crime de pistolagem, teve que tranferir o ex-PM.

A transferência aconteceu no anonimato há duas semanas, uma tática da polícia para não divulgar que o ex-policial, e agora pistoleiro, pagava os guardas do turno da noite e saía para cometer os crimes. Antes do amanhecer, “Max” voltava para dormir e usar o álibi de estar preso para não ser incriminado pelos assassinatos que aconteciam nos bairros da Zona Norte da capital.

De acordo com um investigador da Polícia Civil, que pediu para não ter o nome divulgado, traficantes e outras pessoas encomendavam as mortes por telefone. Alguns assassinatos eram cometidos contra aqueles que eram considerados como “inconvenientes” no bairro. Ao todo, 30 homicídios são imputados a ele, no entanto, “Max” responde por 12 na Justiça. “Ele saía quando queria, matava e voltava para o batalhão. Ainda não temos a quantidade certa dos assassinatos que ele cometeu, pois estão em andamento as investigações, porém, ele já tinha assassinatos imputados a ele antes de ser preso”, informou o policial.

Segundo a fonte policial, “Max” agia de “cara limpa”, chegava aos locais das execuções e, sem se importar se havia muitas pessoas no local, ele puxava uma pistola e atirava no seu alvo. “Max” não tinha dia específico para sair, saía quando queria e nenhum dos guardas da unidade prisional delatou o ex-policial militar. “Ele agia em vários bairros da Zona Norte, mas principalmente na área do Santa Etelvina.

Consta no site do Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) que “Max” responde a seis processos por homicídio nas três varas do tribunal do júri, além de ter uma passagem por furto e uma por porte ilegal de
arma de fogo.

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