Prefeitura afirma: Manaus não apresentou nenhum caso de microcefalia

A Prefeitura de Manaus divulgou na terça-feira (23) o 20º boletim epidemiológico de febre do vírus da zika na capital. Foram registrados 597 casos suspeitos da doença na cidade. Desse total, 55 foram confirmados, sendo 17 em gestantes. No entanto, Manaus permanece sem registro de microcefalia em bebês por associação à infecção.

Divulgação/José Nildo

Dos casos analisados, 162 foram descartados, sendo 18 deles em gestantes. Outros 380 permanecem em investigação e, desse total, 75 são em gestantes. Os resultados foram enviados pelo Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen) de um lote que somou mais de 70 amostras.

De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, as áreas técnicas da Atenção Primária e da Vigilância Epidemiológica firmaram estratégias para o monitoramento das gestantes com suspeita do vírus da zika.

Um exemplo é a criação do Fluxo de Atendimento da Grávida Suspeita, que inclui a prioridade no atendimento, os exames necessários a partir do primeiro atendimento, o acompanhamento pelo obstetra em unidades de referência – entre elas 15 unidades básicas de Saúde – e o encaminhamento para o pré-natal de Alto Risco.

Os exames de destaque são as sorologias para dengue e chikungunya, PCR para o vírus da zika e STORCH, onde estão inseridos os exames para sífilis, toxoplasmose, rubéola, citomegalovírus e herpes, além da ultrassonografia. Todos sendo realizados em sete unidades.

Outro fluxo importante é o acompanhamento pós-parto. Caso seja identificada microcefalia, o recém-nascido terá seu atendimento nos Ambulatórios de Seguimento do Bebê de Risco, implantado em nove unidades de saúde.

Denúncias e brigadas
O boletim epidemiológico traz, ainda, os registros de denúncias ao Disque-Saúde. Já foram 2.343 denúncias de locais com possíveis criadouros de Aedes e 1.314 executadas por equipes de endemias.

A Semsa também implantou 724 brigadas de combate ao Aedes, totalizando 2.718 pessoas capacitadas.

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