Polícia investiga possível 'racha' em acidente entre carro de luxo e mototaxista

A Polícia Civil vai apurar se um ‘racha’ causou o acidente que resultou na morte do motaxista Cesar Severino Leite, de 42 anos. A vítima trafegava pela Av. Constantino Nery, na Zona Centro-Oeste de Manaus, quando foi atingida por um carro de luxo. O motorista do veículo se negou a fazer o teste do bafômetro, drogas foram encontradas com ele, mas pagou fiança de R$ 10 mil e foi liberado.

Testemunhas informaram ao familiares que o condutor da BMW estava em alta velocidade na via. O homem recebeu cinco multas e perdeu o direito dirigir. Duas das autuações eram por disputa de corrida e utilização de veículo para exibir manobra perigosa mediante arrancada brusca (Artigo 173 e 175 do Código de Trânsito).

Ele foi indiciado por homicídio culposo e foi posto em liberdade. “Segundo algumas testemunhas, ele estava fazendo ‘racha’ na avenida quando houve o acidente. Se for comprovado realmente que ele praticava ‘racha’, eu vou fazer um indiciamento de homicídio doloso com dolo eventual”, disse a delegada Alynne Lima, do 16º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

O homem se recusou a fazer o teste do bafômetro. No carro, a polícia encontrou duas porções de maconha para uso pessoal. O motorista também não portava documentos obrigatórios para dirigir. “Já colocamos a restrição na habilitação e vamos começar agora o processo de cassação”, afirmou o diretor-presidente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), Leonel Feitoza.

Família pede justiça

Cesar Leite saiu de casa para trabalhar por volta de 16h30. A esposa Marta da Costa Leite, disse que começou a receber ligações por volta de 23h30.

“Ele descansou, tomou banho e saiu para trabalhar. Quando foi umas 23h30 me ligaram, 2h retornaram para mim, me avisando para comparecer no local, mas eu não tinha condições. Tive que ligar para as minhas irmãs, minha cunhada, que foi quando veio a verdade”, contou.

Segundo Marta, amigos do marido testemunharam o acidente. Eles contaram que o motorista dirigia a pelo menos 100 km por hora. “Falaram que era um carro em alta velocidade. Os colegas dele, também mototáxi que estavam com ele, iam passando, quase [o carro] acerta eles também”, comentou.

Emocionada, ela pediu que o caso seja investigado. “É muito difícil. Era só ele que trabalhava, era um bom pai, a filha era muito apegada nele, e ele era muito apegado com ela. Eu não sei, eu quero Justiça, porque senão ele vai fazer a mesma coisa”, completou.

FONTE: G1/AM

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